quarta-feira, 30 de março de 2011

Teologia Pentecostal: Engolindo os camelos e coando os mosquitos!

Teologia Pentecostal: Engolindo os camelos e coando os mosquitos!: "Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo. [Jesus, em Mateus 23. 24 NVI] É interessante observar como Jesus era implacável com..."

terça-feira, 29 de março de 2011

Teologia & Graça: Ordem e Decência na Liturgia Carismática

Teologia & Graça: Ordem e Decência na Liturgia Carismática

Para quem ficou confuso com a postagem anterior, do mesmo e recomendado autor, leiam esta preciosa obra.


Um abraço.

Teologia & Graça: Os desatinos do culto maniakos

Teologia & Graça: Os desatinos do culto maniakos


Meus amados irmãos, o texto é muito bom. Recomendo que leiam também os comentários.


Um abraço.

Homofobia, um esclarecimento necessário




A palavra homofobia está na moda. No mundo inteiro discute-se a questão do homossexualismo. Em alguns países já se aprovou a lei do casamento gay. Aqui no Brasil, tramita no congresso um projeto de lei (PL 122/2006), que visa a criminalização daqueles que se posicionarem contra a prática homossexual. O assunto que estava adormecido, em virtude de firme posição evangélica contra o referido projeto de lei, mormente na efervescência da campanha política de 2010, ganhou novo fôlego com a nova proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que pleiteia a reclusão de cinco anos, em regime fechado, para quem se posicionar publicamente contra o homossexualismo. Diante desse fato, quero propor algumas reflexões:
Em primeiro lugar, esse projeto de lei fere o mais sagrado dos direitos, que é a liberdade de consciência. Que os homossexuais têm direito garantido por lei de adotarem para si o estilo de vida que quiserem e fazer suas escolhas sexuais, ninguém questiona. O que não é cabível é nos obrigar, por força de lei, concordar com essa prática. Se os homossexuais têm liberdade de fazer suas escolhas, os heterossexuais têm o sagrado direito de pensar diferente, de serem diferentes e de expressarem livremente o seu posicionamento.
Em segundo lugar, esse projeto de lei cria uma classe privilegiada distinta das demais. O respeito ao foro íntimo e à liberdade de consciência é a base de uma sociedade justa enquanto a liberdade de expressão é a base da democracia. Não podemos amordaçar um povo sem produzir um regime totalitário, truculento e opressor. Não podemos impor um comportamento goela abaixo de uma nação nem ameaçar com os rigores da lei aqueles que pensam diferente. Nesse país se fala mal dos políticos, dos empresários, dos trabalhadores, dos religiosos, dos homens e das mulheres e só se criminaliza aqueles que discordam da prática homossexual? Onde está a igualdade de direitos? Onde está o sagrado direito da liberdade de consciência? Onde o preceito da justiça?
Em terceiro lugar, esse projeto de lei degrada os valores morais que devem reger a sociedade. O que estamos assistindo é uma inversão de valores. A questão vigente não é a tolerância ao homossexualismo, mas uma promoção dessa prática. Querem nos convencer de que a prática homossexual deve ser ensinada e adotada como uma opção sexual legítima e moralmente aceitável. Os meios de comunicação, influenciados pelos formadores de opinião dessa vertente, induzem as crianças e adolescentes a se renderem a esse estilo de vida, que diga de passagem, está na contramão dos castiços valores morais, que sempre regeram a família e a sociedade. O homossexualismo não é apenas uma prática condenada pelos preceitos de Deus, mas, também, é o fundo do poço da degradação moral de um povo (Rm 1.18-32).
Em quarto lugar, esse projeto de lei avilta os valores morais que devem reger a família. Deus criou o homem e a mulher (Gn 1.27). Ninguém nasce homossexual. Essa é uma prática aprendida que decorre de uma educação distorcida, de um abuso sofrido ou de uma escolha errada. Assim como ninguém nasce adúltero, de igual forma, ninguém nasce homossexual. Essa é uma escolha deliberada, que se transforma num hábito arraigado e num vício avassalador. Deus instituiu o casamento como uma união legal, legítima e santa entre um homem e uma mulher (Gn 2.24). A relação homossexual é vista na Palavra de Deus como abominação para o Senhor (Lv 18.22). A união homossexual é vista como um erro, uma torpeza, uma paixão infame, algo contrário à natureza (Rm 1.24-28). A Palavra de Deus diz que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, a não ser que se arrependam dessa prática (1Co 6.9,10). Porém, aqueles que se convertem a Cristo e são santificados pelo Espírito Santo recebem uma nova mente, uma nova vida e o completo perdão divino (1Co 6.11).


FONTE: http://hernandesdiaslopes.com.br/

quarta-feira, 23 de março de 2011

OLHANDO PRA JESUS?






  “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; ​porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.
Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.
​Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado.

Olhando firmemente, importa entender de maneira a deixar de voltar os olhos para outras coisas e fixamente focar a Jesus como Aquele que realmente merece, como Alguém que realmente importa e o Único que verdadeiramente pode fazer alguma coisa. Olhando firmemente para Jesus para ter condições de superar todos os demais obstáculos, toda sorte de tentação todos os que se apresentarem como adversários e também o adversário.
Precisamos tornar nosso olhar exclusivo a Jesus:

Tomando bons exemplos

A nuvem de testemunhas mencionada e que tão de perto nos acompanha, vem provar-nos que, mesmo diante de toda sorte de impossibilidades, não distraídos pela suposta falta de oportunidade, haverá um tempo de refrigério. Quem poderia imaginar melhor sorte, quando se olha para todos os lados e não consegue enxergar o escape, quem poderia pensar outra coisa, se tudo o que se houve é mentiras, violência, desrespeito, imoralidade. É mais esta nuvem de testemunhas experimentou isto e porque não dizer algo mais, mas nunca deixaram de olhar para frente, aguardando o cumprimento da promessa.
O que mais poderia se dizer? Eu acredito que nada. Basta tão somente absorver estes bons exemplos e buscar urgentemente fixar nossos olhos para além dos montes e alcançar Aquele que fielmente nos fez a promessa, tendo plena convicção de fé que irá protagonizar nossas vitórias. (Hb 10.23 “​Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.”)

Superando os embaraços

Quem nunca enfrentou situação constrangedora, quem jamais teve que se deparar com circunstâncias tão adversas que não veio a se sentir um enorme pigmeu (ainda que paradoxal), qual super crente que jamais se precisou deixar algum pertence para traz para escapar da aparência “formosa” do pecado? Pois bem, pra se seguir em frente existe a necessidade de superar tudo isto e tudo mais quanto se manifestar à nossa frente.
Um campeão que se preze, não se deixa estorvar por situações como estas (2 Tm 2.2,3 “Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou.”). Estamos em uma disputa tremenda, e não fomos inscritos para competir, fomos vocacionados para vencer, a coroa nos espera, a glória já está preparada, cabe a nós completar esta carreira (1 Co 9.25 “​Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.”).

Experimentando motivação plena

Se não fosse suficiente o número e a qualidade das testemunhas que nos acompanham, o que falar Daquele que abriu mão do prazer para experimentar a dor, que ignorou a vergonha para depois ocupar o honrado lugar de onde não precisava ter deixado e não fez caso dos opositores. Seríamos melhores do que Ele para ignorar tudo isto e se prostrar agora como se não tivesse importância, como meros fracassados. Será que já chegamos ao nosso limite, qual é o nosso limite? Nem mesmo isto, temos condições de determinar, ainda que presunçosamente venhamos estipular nos momentos que julgamos insuperáveis.
O exemplo foi deixado para nos ocupemos e segui-lo, cabe a mim e a você escolher seguir ou ignorá-lo (1 Pe 2.21 “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos,”). Se verdadeiramente somos suas testemunhas, se realmente experimentamos sua comunhão, não podemos tomar outra rota e muito menos outra postura se não o que foi deixado como legado (1 Jo 2.6 “​aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.”). Se nos é suficiente o exemplo e o que dizer da Sua graça, isto nos basta (2 Co 12.9 “​Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.”).

Admitindo a disciplina

Ninguém quer admitir se órfão ou mesmo filho ilegítimo de Deus. Quer comprar briga, experimente questionar a filiação de alguém, quanto à pessoa de Deus. Mas será que estamos dispostos a admitir tenazmente que seus corretivos nos alcancem, será que estamos tão pronto a submeter-nos ao poder disciplinador oriundo Daquele que tanto nos ama e busca nosso aperfeiçoamento?
O que tem de filho brigado com Deus, o que há de questionamentos quanto aos métodos utilizados pelo amoroso Pai, talvez faltasse espaço no mundo para armazenar os registros destes (estou me aventurando com a figura de linguagem), deixando a hipérbole de lado, o comentário é factual, quantas vezes não me surpreendi nesta posição, basta sermos sinceros consigo mesmos e vamos admitir a veracidade do fato. O que está acontecendo neste momento, é que os olhos acabam escapando do alvo e passam a mirar posições secundárias que querem predominar nossas definições acerca dos acontecimentos.
Não devemos atentar para o momento apenas. A dor que sentimos a angustia que consome a espera contestada não podem nos tirar a certeza dos benefícios que serão alcançados ao fim do processo. O acesso a Sua santidade e a possibilidade de produzirmos com qualidade deve nos assediar tanto quanto o desejo de evitar a ação disciplinadora do Senhor.

Motivo para restauração

Durante o processo somos levados a experimentar extremos. Há momentos que parece estarmos alcançando os céus, em contrapartida, outros nos sentimos miseráveis e impotentes.
Mas o “simples” fato de encontrarmos Jesus com nosso olhar nos será suficiente para que venhamos sentir verdadeiras transformações em nossas vidas, passamos a experimentar o renovo, vivenciamos a restauração das forças e habilidades. Este é o propósito Divino em nós. Ao olharmos para Jesus, venhamos a desfrutar daquilo que jamais deveríamos ter renunciado.
Por isso, olhemos fixamente para Jesus e sentiremos a firmeza de mãos e pés que nos possibilitarão caminhar, correr, saltar, atingir os objetivos estabelecidos e assim tomar posse da eterna recompensa.
Pra onde segue seu olhar, qual tem sido teu alvo? Se não for Jesus, o que está esperando para mudar de foco?

quinta-feira, 17 de março de 2011

Variedade de línguas e profecia na igreja



Referência: 1 CORÍNTIOS 14:1-40

INTRODUÇÃO

· John Stott, o maior exegeta do século XX afirma que os dons são atuais, contemporâneos, úteis e necessários, visto que Jesus não mudou. O grande problema é a polarização: carisma sem caráter (dons sem fruto), caráter sem carisma (fruto sem dons), credulidade infantil-racionalismo cético, cessacionismo-confusão.

· Neste capítulo 14 o apóstolo Paulo vai tratar fundamentalmente sobre dois dons espirituais: variedade de línguas e profecia.

I. O DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS

1. O ensino de Paulo sobre o dom de variedade de línguas
1.1. Quem fala em outra língua fala a Deus e não aos homens – v. 2
1.2. Quem fala em outra língua não é entendido, pois fala em mistério – v. 2
1.3. Quem fala em outra língua edifica-se a si mesmo e não à igreja – v. 4
1.4. Quem fala em outra língua não se torna entendido, por isso não edifica – v. 5-11
1.4.1. O exemplo dos instrumentos musicais – v. 7 (produz harmonia)
1.4.2. O exemplo da trombeta convocando para a guerra – v. 8 (prepara para a batalha)
1.4.3. O exemplo da conversação interpessoal ininteligível – v. 9-11(produz edicação)
1.5. Quem fala em outra língua não entende o que fala – v. 13-15 – A mente é importante e Paulo diz que o crente precisa usar sua mente em cinco áreas: na oração (v.15), nos cânticos (v.15), na ação de graças (v.16-17), na instrução (v.19) e no juízo (v.20).
1.6. Quem fala em outra língua não pode edificar os outros – v. 16-17
1.7. A variedade de línguas não é para pregação – v. 18-19 “Mesmo quando há interpretação, não se muda a natureza das línguas. Continua sendo palavra do homem para Deus e não palavra de Deus para o homem (profecia).
1.8. O uso errado do dom de variedade de línguas escandaliza os incrédulos – v. 23
1.9. O uso do dom no culto público precisa ser com ordem – v. 27-28
1.10. O dom de variedade de línguas não deve ser proibido – v. 39
2. Erros relacionados ao uso do dom de variedade de línguas
2.1. Dar mais valor a este dom do que aos outros – v. 5
2.2. Pensar que este dom é prova de espiritualidade abundante – 1:7; 3:3; 13:1
2.3. Pensasr que este dom é o selo e a evidência do batismo com o Espírito – 12:13
2.4. Pensar que todos os crentes devem ter este dom – 12:30
2.5. Falar todos ao mesmo tempo em culto público – v. 27
2.6. Falar em estado de êxtase – v. 32
2.7. Falar em público sem interpretação – v. 2,5,9,11,13,16,27,28,40.
2.8. Pensar que a oração em línguas é superior à oração no vernáculo – v. 13-15
3. Recomendações do apóstolo sobre o dom de variedade de línguas
3.1. Não proibam que se fale em línguas – v. 39 – Paulo deu o seu testemunho pessoal (14:18). Só porque o dom está sendo mal usasdo, isto não significa que deve ser proibido. Os coríntios abusaram da Ceia do Senhor, mas a solução não foi deixar de celebrá-la. Dito isto, eles precisavam entender que “linguas” não era o melhor dom para edificar a igreja (14:19).
3.2. Em culto público, falar em línguas só com interpretação – v. 27-28 – A igreja de Corinto não tinha ordem no culto. Todos falavam ao mesmo tempo. As pessoas não entendiam e por isso não eram edificadas. Línguas tem três procedências: dom do Espírito; psiquê humana (extático), o diabo (1 Co 12:3).
3.3. Falar em línguas em particular tem o seu valor – v. 2,4,28

II. O DOM DE PROFECIA

1. O que é dom de profecia?
· Temos que fazer uma distinção entre o ofício de profeta no VT e NT com o dom de profecia hoje.
· Hoje não há mais profetas no sentido daqueles profetas primeiros, que se tornaram o fundamento da igreja (Ef 2:20), ou seja, instrumentos da revelação divina. O cânon da Escritura já está fechado.
· Hoje qualquer manifestação subsequente deste dom deve ser submetida à doutrina autorizada aos apóstolos e profetas (1 Co 14:37-38). BillybGraham fala: “Hoje Deus não revela mais verdade nova diretamente; a Bíblia tem uma capa posterior”.
· O dom de profecia é expor a verdade revelada de Deus conforme está registrada nas Sagradas Escrituras (Gl 1:8-9).
· O dom de profecia não está ligado a cargo ou posição. Todo crente pode profetizar (1 Co 14:1,5,31,39). Moisés também fez o mesmo (Nm 11:25-29).
2. O dom de profecia é segundo a proporção da fé
2.1. Esta fé é o conteúdo das Escrituras – Rm 12:6; 1 Pe 4:10-11; Judas 3
2.2. O dom de profecia precisa estar subordinado à autoridade apostólica – v. 37
3. Erros quanto ao exercício do dom de profecia
3.1. O dom de profecia não é extático – v. 29,31-33
3.2. O dom de profecia nunca é dado na primeira pessoa e sim na terceira pessoa. O profeta não fala “meu servo”, mas “assim diz o Senhor”.
3.3. O dom de profecia não está acima de julgamento da congregação – v. 29
4. O dom de profecia precisa ser provado
4.1. Glorifica a Deus? – 1 Pe 4:10,11
4.2. Está de acordo com a Escritura – 1 Pe 4:11
4.3. Edifica a igreja – 1 Co 14:3,4,5,12,17,26
4.4. O profeta se submete ao julgamento dos outros – 1 Co 14:29
4.5. O profeta está no controle de si mesmo – 1 Co 14:32
4.6. O que o profeta fala sucede 100%? – 1 Sm 9:6; Dt 18:22
5. Propósitos do dom de profecia
5.1. Fala aos homens para a edificação da igreja – v. 3-4
5.2. Edificação – ajuda a construir, levantar – não é profecia manipulativa, carnal.
5.3. Exortação – “paraclesis” – palavras que dão força à vida, encorajamento.
5.4. Consolação – acalma as tempestades do medo, ansiedade. Leva refrigério.
5.5. Produz convencimento de pecado – v. 24-25 – Julgado: o efeito da palavra profética é revelar ao homem o seu estado. Todo o seu interior é sondado e exposto. Aquilo que ele escondia no coração, vê reprovado e julgado e ele só pode atribuir isto à atividade de Deus. Reconhece Deus agindo na igreja.

CONCLUSÃO

· A conclusão deste capítulo pode ser sintetizada em três verdades básicas: 1) Edificação – v. 1-5,26b; 2) Entendimento – v. 6-25; 3) Ordem – v. 26-40.
Edificação – v. 1-5 – Paulo corrige os equívocos da igreja de Corinto que dava mais valor ao dom de variedade de línguas do que o de profecia; mais valor à edificação pessoal do que a edificação da igreja, mostrando que a profecia é superior às línguas. Paulo usa dois argumentos: Primeiro, profecia fala aos homens, línguas falam a Deus (1-3). As línguas não são usadas para pregar o evangelho. Uma pessoa não fala em línguas: “meu servo…”. Isso é adulterar o sentido das línguas. Segundo, profecia edifica a igreja, enquanto línguas edifica apenas a pessoa que fala (4-5).
Entendimento – v. 6-25 – Paulo quando fala de entendimento usa três ilustrações (6-11): instrumentos musicais, trombeta que convoca para guerra e conversação interpessoal. Depois Paulo faz algumas aplicações (12-25): 1) Para a própria pessoa que fala – v. 12-15; 2) Para outros crentes na assembléia – v. 16-20; 3) A aplicação final de Paulo é para os descrentes que vinham à assembléia em culto público – v. 21-25 – Aqui Paulo mostra mais uma vez a superioridade da profecia sobre as línguas. As línguas sem interpretação jamais podem trazer convicção de pecado aos pecadores. Em vez disso, se um incrédulo entrar na igreja e ver todos falando em outros línguas pode pensar que todos estão loucos.
Ordem – v. 26-40 – Há duas ordens que devem sempre vir juntas no culto público: 1) Seja tudo feito para edificação – v. 26b; 2) Tudo, porém, seja feito com decência e ordem – v. 40. A igreja de Corinto tinha sérios problemas com a ordem do culto (11:17-23). Eles estavam usando seus dons espirituais para agradar a si mesmos e não para a edificação de toda a igreja. A palavra chave deles não era edificação, mas exibição. Paulo então dá várias orientações de ordem à igreja: Primeiro, tanto o falar quanto o interpretar no culto público precisa ser feito com ordem (27-33). Onde o Espírito de Deus está agindo há auto-controle. Êxtase é evidência de que o culto não está sendo dirigido pelo Espírito Santo. Segundo, as mulheres não podiam quebrar a ordem do culto público (34-35). As mulheres oravam e profetizavam na igreja (11:5), mas no caso aqui as mulheres estavam importando suas atitudes das religiões de mistério e conversando durante o culto ou interrompendo aqueles que falavam com práticas extáticas. Terceiro, os crentes precisam estar alertas sobre o perigo de novas revelações que vão além da Palavra de Deus (36-40). Através destes versículos Paulo estava corrigindo aqueles crentes de Corinto que estavam dizendo: “Nós não precisamos da ajuda de Paulo. Não precisamos estudar a Bíblia. Não precisamos ter pastores formado nos seminários. O Espírito fala direto conosco”. Uma das marcas do verdadeiro profeta é sua obediência ao ensino apostólico. 
“Não é lícito aos homens, nem mesmo aos anjos, fazerem, nas Santas Escrituras, qualquer acréscimo, diminuição ou mudança. Por conseguinte, nem a antiguidade, nem os costumes, nem a multidão, nem a sabedoria humana, nem os juramentos, nem as sentenças, nem editos, nem os decretos, nem os concílios, nem as visões, nem os milagres se devem contrapor as estas Santas Escrituras; mas, ao contrário, por elas é que todas as coisas se devem examinar, regular e reformar” (Artigo V da Confissão Reformada da França, adotada em 1559).
Rev. Hernandes Dias Lopes.
 
FONTE: http://www.hernandesdiaslopes.com.br/

Pastores que sofrem nas mãos da Igreja – O outro lado da moeda.

 


Por Renato Vargens

Devido a existência de uma casta de pastores que vivem nababescamente fazendo do nome Deus catapulta para o enriquecimento pessoal, um número incontável de pessoas associam o ministério pastoral a um meio fácil e desonesto de enriquecer e ganhar dinheiro.

Lamentavelmente sou obrigado a concordar que alguns dos chamados “ministros de Deus”, em virtude da fama e do poder que o ministério lhes pode conceder, negociaram a fé, trocando suas almas, sonhos e dignidade por trinta moedas de prata. Tais pessoas imbuídas de uma espiritualidade mistica e sensasionalista transformaram-se em mascates da fé promovendo invencionices escalafobéticas cujo objetivo final é a sua prosperidade financeira. Todavia, ao contrário do que se possa imaginar existem em nosso país, milhares de pastores que não se dobraram diante deste espírito mercantilista. Na verdade, conheço inúmeros ministros do evangelho que passam significativas necessidades simplesmente pelo fato de terem se recusado a vestir a carapuça do coronelismo, optanto assim por viver a vida cristã de forma santa, irrepreensível e ilibada. 

Alguns destes ministros (nem todos, graças a Deus) sofrem horrores nas mãos de seus conselhos, presbitérios e assembleías, que de forma desrespeitosa humilham seus pastores pagando-lhes um salário de fome. Não são poucas as vezes que diante de uma crise financeira a igreja propõe a diminuição do salário pastoral ou o corte do plano de saúde dos filhos, ou até mesmo demissão do ministro. Para piorar a situação, alguns consideram o trabalho do pastor fácil demais, daí não entenderem a necessidade do pastor gozar férias, isto sem falar no massacre emocional que fezem sobre a esposa e familia do pastor exigindo deles perfeição em todos os momentos da vida.

Caro leitor, ouso afirmar que alguns irmãos não tratam seus pastores como deveriam. Vez por outra recebo emails ou ouço de algumas pessoas criticas relacionadas ao salário dos pastores. Ora, como mencionei anteriormente, sei existem alguns pastores que vivem nababescamente usufruindo do dinheiro do povo de Deus, no entanto, a esmagadora maioria dos líderes cristãos lutam com dificuldade para sustentar suas famílias. Sei de incontáveis histórias de homens de Deus que trabalham duro fazendo tendas, visto que a igreja que pastoreia não valoriza o seu serviço pastoral pagando-lhe um salário digno.

Ora, assim como os membros de sua igreja o pastor precisa pagar suas dividas, saldar seus impostos, vestir seus filhos, pagar escola, comprar material escolar, e tantas outras coisas mais. No entanto, parece que parte da igreja de Cristo encontra-se anestesiada quanto as necessidades de seus líderes espirituais, mesmo porque, para alguns o pastor não deveria receber salário.

Há pouco soube de uma história no mínimo triste. O tesoureiro de uma igreja teve a cara de pau de afirmar o seguinte: - “Ué, ele não é pastor? Que viva pela fé! A igreja não tem dinheiro para pagar este mês o salário dele.” Em outra situação, a junta diaconal disse: “Ele tá reclamando de que? Ele que espere! Quando a igreja tiver dinheiro paga o que lhe deve!”

A Bíblia ensina que quem ministra do altar deve viver do altar. "Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho."

Caro leitor, a orientação do Senhor é clara em afirmar que os que anunciam o evangelho que vivam dele. Além disso, as Escrituras afirmam que os “Os anciãos que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário” ( Timóteo 5:17-18) 

Diante do exposto, acredito que a Igreja de Cristo deva tratar com amor, respeito e consideração àqueles que no Senhor os tem presidido. Lidar com desdém e desprezo o salário de homens de Deus que dedicam suas vidas a oração, ensino e pastoreio de vidas é opor-se aos ensinamentos dos apóstolos.

Pense nisso!

Renato Vargens

 

domingo, 13 de março de 2011

Sou... Mas não sou


Sou cristão. Mas não sou fanático religioso.
Sou católico. Mas não sou romano.
Sou apostólico. Mas não sou adepto das “apostolices” do nosso tempo.
Sou evangélico. Mas não sou gospel.
Sou protestante. Mas não sou ignorante.
Sou pentecostal. Mas não sou místico.

Sou pastor evangélico. Mas não sou superior a ninguém.
Sou pastor pentecostal. Mas não sou inimigo dos pastores (e reverendos) cessacionistas.
Sou pastor evangélico e pentecostal. Mas não sou experiencialista ou espalhafatoso, tampouco admirador de “moveres” exóticos e aberrantes, extravagâncias ou modismos pseudopentecostais.

Sou da Assembleia de Deus. Mas não sou denominaciólatra.
Sou assembleiano. Mas não sou legalista ou proponente de um evangelho farisaico.
Sou assembleiano e membro da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus). Mas não sou politiqueiro, briguento, irascível e interesseiro.

Sou ministro do Evangelho e portador de uma chamada de Deus que envolve itinerância. Mas não sou “itinerante”, mercenário, tampouco animador de auditórios.
Sou pregador e ensinador relativamente viajado, por bondade do Senhor. Mas não sou conferencista internacional (como Billy Graham e David Wilkerson, por exemplo). Entretanto, não me incomodo quando me dão esse título para lá de pomposo.
Sou escritor e palestrante que não cobra cachê nem faz exigências. Mas não sou do tipo que gosta de ser maltratado.

Sou muito requisitado pela Internet para responder perguntas. Mas não sou portador de todas as respostas.
Sou um tanto web-famoso (por graça de Deus), reconheço. Mas não sou adepto de fã-clube gospel.
Sou crítico e polêmico (às vezes). Mas não sou promotor de web-linchamentos.

Sou inimigo figadal da Teologia da Prosperidade. Mas não sou admirador da Teologia da Miséria.
Sou grande apreciador da Soteriologia (Doutrina da Salvação). Mas não sou calvinista ou arminiano.
Sou heterossexual e contrário ao homossexualismo. Mas não sou homofóbico.

Sou brasileiro e paulista. Mas não sou antiamericano e bairrista.
Sou paulistano (nascido na capital de São Paulo). Mas não sou sãopaulino — afinal, como eu sempre digo, os justos florescem como Palmeiras!
Bem, a minha lista de sou-mas-não-sou é muito longa... Vou parar por aqui. Ah, sim, também sou atencioso com os meus amigos, leitores e seguidores (neste blog, no Twitter, no Facebook, no Orkut, no MSN, no Skype, etc.). Mas não sou onipresente ou onicompetente.

Ciro Sanches Zibordi
 

Zoologia gospel

 



Por Edvaldo Melanias

O reino animal é muito rico em sua diversidade. Temos as aves, os mamíferos, os répteis etc. Existe uma categoria de aves realmente amedrontadora: as aves de rapina. São de arrepiar. Alimentam-se de carne fresca e possuem grandes garras, prontas para apanhar e destruir suas vítimas. Tem também os predadores. Já estes destroem outros organismos e até o meio ambiente. Caçam vorazmente sem a menor piedade. Todavia, tais comportamentos são puro reflexo de seus instintos naturais e teem importância fundamental no ciclo da vida e no processo da cadeia alimentar.

Agora meu amigo, o mais impressionante é que no mundo dos homens existem seres ainda mais cruéis e mortais: o CORRUPTOS MALIGNUS PRAEDATORE e o HIPOCRITUS RAPINARE GOSPEUS. Estes sim são aberrações gritantes da natureza. São elementos totalmente desviados de suas funções naturais e legítimas.

Sucintamente, tentarei explicar alguma coisa sobre estas bestas humanas.

O CORRUPTOS MALIGNUS PRAEDATORE, este predador desgraçado, se alimenta principalmente da necessidade humana. Usa dos sonhos e da esperança alheia para encher seus bolsos sujos de sangue. É uma criatura grotesca e hedionda, muito embora traje os mais belos exemplares de ternos e paletós. É especialista na mentira e na demagogia. Tem um poder de magnetismo que sai de seus lábios e de sua boca fétida. Suas palavras teem o poder infernal do convencimento e do engano. Interessante também é que, tal qual as hienas que se alimentam dos restos deixados pelos leões, existe uma variação inferior do corruptos malignus praedatore: o Bajulladoreos Particulareos, que vive dos restos da espécie mais forte; Ainda, como depende destes, os defendem com unhas e dentes. Infelizmente esta espécie é híbrida, muda a todo instante conforme a sua necessidade (Nota: este processo é denominado de viracionismus casacalis), e por conta disto seu número está em franco crescimento. O Corruptos tem uma facilidade espetacular de procriar de quatro em quatro e de dois em dois anos. Adapta-se a qualquer clima e a qualquer região, visto que com o resultado de sua caça constroem gigantescos e ricos covis, é de dar inveja até no Diabo. Possuem uma tendência migratória para a região centro-oeste, e por conta deste anseio, destroem tudo que encontram pela frente. Mas, felizmente, apesar deste poder satânico de destruição, o corruptos malignus, possui um ponto fraco: a educação e a consciência do povo (suas vítimas). A justiça, quando empregada sem favorecimentos, também pode tirá-lo de circulação. Um voto sem “compromisso” é tudo que esta peste humana não quer ver nem de longe.

Agora, o HIPOCRITUS RAPINARE GOSPEUS, é uma variação mutante do primeiro. Esse é terrível, pois tem pele de ovelha, mas de fato é um lobo. Alimenta-se da fé e da boa vontade dos que crêem. Com o atributo da distorção, usa textos bíblicos para induzir a seus ouvintes a lhe alimentarem. O hipocritus tem uma grande capacidade de mimetismo, é um camaleão, se disfarça de obreiro de Deus, mas serve ao inimigo de Deus. Ultimamente, não se sabe exatamente por qual motivo, está se proliferando. É destemido, aparece publicamente, inclusive em meios de comunicação de alcance nacional, e por que não, internacional. Tem grande poder de mobilidade, visto que anda montado sobre mais de 150 cavalos de força com cabines duplas refrigeradas. Amontoa bens e propriedades. Como quem não come há muito tempo, quando ver comida, fica deslumbrado abraçando tudo quanto puder agarrar; é muito voraz, pois não sabe por quanto tempo vai ter esta facilidade. Não se constrange em saber que utiliza de forma abusiva do suor de simples trabalhadores e que em sua própria comunidade muitos padecem de fome. Quando lhes resta um pouco de sensatez e pudor, oram pedindo que Jesus não volte logo. Com todo o poder e arrogância com que vivem, temem que as ofertas diminuam e que suas vítimas percebam que estão sendo sugadas (sugadas sim, visto que algumas variantes possuem hábitos vampirescos).

Aparentemente, por hora, pensam que não sofrem ameaça de extinção, mas fontes fiéis, escritas há mais de 2000 anos, asseguram que sua destruição será certa, pois o PAI dos oprimidos e sofredores, no momento certo não hesitará em extirpá-los do meio da ekllésia.

Está achando que estas palavras são muito duras? Então está precisando ler a bíblia e permanecer acreditando nela e apenas nela. Veja o que o Apóstolo Paulo escreveu no primeiro século da igreja cristã:

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles. Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, Perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou; E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. (II Timóteo 3 – ACR, Fiel).


Meus queridos, não fiquem decepcionados ou tristes. Saibam que estas figuras grotescas não diminuem o valor do VERDADEIRO EVANGELHO e nem do VERDADEIRO DEUS. Antes, mesmo que nem eles mesmos saibam, contribuem com a sua imundície para que a bondade e a verdade sejam realçadas, pois que pela sua maldade e mentira, os sinceros buscam cada vez mais a justiça. A dor que provocam, aumenta a necessidade do bálsamo e a vergonha que nos submetem nos desperta para que não venhamos a ser iguais a eles, pobres bestas humanas. Que o DEUS DE JUSTIÇA, AMOR E PAZ tenha misericórdia de suas almas.


FONTE: http://www.pulpitocristao.com/
 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Algumas coisas que Deus gosta.

 Por Renato Vargens

Deus gosta de música, de dança, de arte e cultura. 
Deus gosta dos ritmos diferenciados, de instrumentos diversificados, de contemplação, balanço e gingado. Deus gosta da música do sabiá, da canção afinada do pintassilgo, da melodia do curió, da suavidade do rouxinol. 
Deus gosta de cores, gosta da mata, dos verdes campos, do azul do mar, do vermelho das flores; Deus gosta dos animais, das plantas, dos vegetais, dos simples pardais.
Deus gosta de poesia, de belas canções, de doces melodias, de festa, do sorriso, de alegria.
Deus gosta da vida, do silêncio, dos tons musicais, das interpretações teatrais, da gargalhada descompromissada, do choro emocionado, de ternos abraços apaixonados.
Deus gosta da amizade guardada a sete chaves debaixo do peito, Deus gosta de cumplicidade, de carinho, dignidade e respeito.
Deus gosta do almoço de domingo, da família unida, do por do sol, das noites de verão, das tardes festivas, do beijo entre irmãos, de carinho, perdão e reconciliação.
Deus gosta de paz, de harmonia, de afeto noite e dia. Deus gosta do sorriso da criança, Deus gosta de mim, gosta de você.

Como Deus é maravilhoso!

FONTE: http://renatovargens.blogspot.com

VERDAEIRA FESTA, LEGÍTIMA ALEGRIA!

Retiro em Tibagi (Dist.10 e Dist.15)

Retiro AD-sede


Nestes dias de muita folia, estive participando dos retiros promovidos pelo Departamento de Jovens da Assembleia de Deus em nosso campo eclesiástico (UMADTB). Foi maravilhoso! Com grande alegria ministrei a Palavra de Deus, levei tortada na cara (qué isso pasto, que escândalo?), tive meu momento de “Jesus”, fiz até gol. E antes que venham as críticas dos plantonistas, fui grandemente edificado por meio do louvor e Palavra de Deus ministrada nos trabalhos.
Vale apena salientar o empenho das lideranças, que mesmo em meio às grandes dificuldades e o discreto apoio de “alguns” (quem lê entenda), realizaram grande trabalho. Enquanto se priva, critica, censura e pouco se investe, nossos jovens dão exemplo de vigor, disposição e desejo de experimentar mais de Deus.
Está mais do que na hora de acreditar e valorizar que os poucos pães e peixes que estão de posse dos nossos jovens, com a graça do Senhor Jesus será suficiente para alimentar multidões, inclusive os muitos “Andrés” (João 6.8,9) espalhados em meio à massa.
Sou defensor, não dos excessos existentes (vale salientar que não apenas entre os jovens), mas da devida valorização das atividades para nossos jovens. Queremos que nossos jovens não venham se envolver com as drogas, a fornicação e toda sorte de oportunidades preparadas para por fim à sua comunhão com Deus que como consequencia refletirá negativamente em suas próprias vidas, famílias e sociedade. Mas o que, quanto e quando estamos dispostos a investir nessas vidas? Será que devemos esperar perdê-los, para nos perdermos desesperadamente em campanhas de oração e jejum para que o Senhor os traga de volta e os recupere? Não é mais fácil ocupá-los agora, tomando proveito da vontade demonstrada e da força inegável que às vezes é ausente em muita gente “grande”?
Os irmãos até ficaram preocupados acerca do tempo concedido a mim no primeiro dia de ministração com os jovens da AD-sede, mas precisavam estar lá os pais, a igreja e mais um tanto de gente para OUVIR o que aqueles jovens voluntários testemunharam naquela manhã. Que prazer em dividir o tempo com aqueles corajosos e inspirados mancebos. Que Deus, que também tem tempo e amor pelos jovens os conserve. E que eles, mesmo diante dos conflitos, das tentações, do descrédito, da impaciência muitas vezes gritante, não desistam, mas perseverem com ajuda de Deus e venham frutificar cada vez mais.
Muito boa música, palestra tremenda (que Deus continue usando Pr. Jefferson Sena e sua esposa Elayne Sena), cardápio saborosa e carinhosamente preparado (eita, irmãos e irmãs lavam, cozinham, servem, sem estabelecer preço. Atitude e disposição de quem é SERVO legitimamente), parabéns aos organizadores (UMADTB SEDE, DISTRITO 10, DISTRITO 15).
Não podemos deixar nossos jovens apenas assentados na janela (Atos 20.9), antes que caiam, vamos conduzi-los a uma posição segura e valorizada, vamos ensiná-los (não é por força) e com certeza a Igreja de Cristo colherá dos seus bons frutos.
Que outros encontros semelhantes a estes sejam realizados, que mais INCENTIVADORES venham investir seu tempo para estar junto aos jovens. Ganham os jovens, ganha a Igreja, ganham os líderes, glorificado é Deus e alvoroçado será o mundo (Atos 17.6).
“A glória do jovem é a sua força;...” (Provérbios 20:29a)


segunda-feira, 7 de março de 2011

O que a Igreja poderia aprender com o Carnaval?

 


Hermes C. Fernandes

Seria lícito tomar o desfile do Carnaval como analogia de nossa caminhada cristã? Certamente, a maioria dirá que não. Afinal de contas, o Carnaval é a festa pagã por excelência, onde, além de toda promiscuidade, entidades pagãs são homenageadas.

Eu poderia gastar muitas linhas tecendo críticas justas a esta festa em que tantas famílias são desfeitas, e inúmeras vidas destruídas. Porém hoje, quero pegar a contramão.

Por que será que os cristãos sempre enfatizam os aspectos ruins de qualquer manifestação cultural?

Se vivêssemos nos tempos primitivos da igreja cristã, como reagiríamos ao fato de Paulo tomar as Olimpíadas como analogia da trajetória cristã neste mundo?

Ora, os jogos olímpicos celebravam os deuses do Olimpo. Portanto, era uma festa idólatra. Os atletas competiam nus. Sem contar as orgias que se seguiam às competições. Sinceramente, não saberia dizer qual seria pior, as Olimpíadas ou o Carnaval.

Porém Paulo soube enxergar alguma beleza por trás daquela manifestação cultural. A disposição dos atletas, além do seu preparo e empenho, foram destacados pelo apóstolo como virtudes a serem cultivadas pelos seguidores de Cristo.

E quanto ao Carnaval? Haveria nele alguma beleza, alguma virtude que pudesse ser destacada do meio de tanta licenciosidade? Acredito que sim.

Embora jamais tenha participado, talvez por ter nascido em berço evangélico tradicional, posso enxergar alguma ordem no meio do caos carnavalesco.

Destaco a criatividade dos foliões, principalmente dos carnavalescos na composição das fantasias, dos carros alegóricos, do samba-enredo. Eles buscam a perfeição. Diz-se que o desfile do ano seguinte começa a ser preparado quando termina o Carnaval. É, de fato, um trabalho árduo que demanda muito empenho.

Se houvesse por parte de muitos cristãos uma parcela da dedicação encontrada nos barracões de Escolas de Samba, faríamos um trabalho muito mais elaborado para Deus. Buscaríamos a excelência, em vez de nos contentar com tanta mediocridade.

O desfile começa com a concentração. É ali que é dado o grito de guerra da Escola, seguido pelo aquecimento dos tamborins.

A concentração equivale à congregação. Nosso lugar de culto (comumente chamado de “templo” ou “igreja”) é onde nos concentramos e aquecemos nosso espírito. Porém, a obra acontece lá fora, “na avenida” do mundo.

Gosto quando Paulo fala que somos conduzidos por Cristo em Seu desfile triunfal. O apóstolo compara a marcha cristã pelo mundo às paradas triunfais promovidas pelo império romano. Era um espetáculo cruento, no qual os presos eram expostos publicamente, acorrentados arrastados pelas ruas da cidade. Era assim que Roma exibia sua supremacia, e impunha seu poder. Paulo toma emprestada a figura deste majestoso e horroroso evento para afirmar que Cristo está nos exibindo ao Mundo como aqueles que foram conquistados por Seu amor.

Muitos cristãos acreditam ingenuamente que a guerra se dá na concentração. Por isso, a igreja atual é tão em-si-mesmada, isto é, voltada para dentro de si. Ela passou a ser um fim em si mesmo.

A avenida nos espera!

À frente vai a comissão de frente, seguida pelo carro alegórico abre-alas. Compete aos componentes dessa comissão a primeira impressão.

A comissão de frente da igreja de Cristo é formada pelos que nos precederam, que abriram caminho para as novas gerações. Não podemos permitir que caiam no esquecimento. Também são os missionários, que deixam sua pátria para abrir caminho em outros rincões. Grande é sua responsabilidade, e alto é o preço que se dispõem a pagar para que o Evangelho de Cristo chegue à populações ainda não alcançadas. Paulo fazia parte da comissão de frente da igreja primitiva. Chegamos a esta conclusão quando lemos o que escreveu aos coríntios: “Para anunciar o evangelho nos lugares que estão além de vós, e não em campo de outrem” (2 Co.10:16). Ele preferia pescar em alto mar, e não aquário dos outros.

A Escola de Samba é dividida em alas, cada uma com fantasias e carro alegórico próprios. Porém, o samba-enredo é o mesmo. O que é cantado lá na frente, é sincronicamente cantado na última ala da Escola. A voz do puxador do samba, bem como a batida harmoniosa da bateria, ecoando por toda a avenida, garantem esta sincronia. Não pode haver espaços vazios entre as alas. Há harmonia até nas cores das fantasias. Ninguém entra na avenida vestido como quiser. Imagine se as variadas denominações que compõem o Corpo Místico de Cristo se relacionassem da mesma maneira, respeitando cada uma o espaço da outra, porém dentro de uma evolução harmoniosa. No meio do desfile encontramos o casal de porta-bandeira. Eles exibem orgulhosamente o pavilhão da Escola. Seus gestos e passos são cuidadosamente combinados, para que a bandeira receba as honras devidas.

É triste verificar o quanto a bandeira do Evangelho tem sido chacoalhada, pois os que a deveriam ostentar, são os primeiros a desonrá-la com seu mal testemunho.

Os cristãos primitivos se dispunham a pagar com a própria vida para que seu testemunho de fé fosse validado e o nome de Cristo fosse honrado.

Ao término do desfile chega o momento da dispersão. É hora de partir, levando a certeza de que todos deram o melhor de si. Alguns saem machucados, com os pés sangrando, com as forças exauridas. Mas todos saem alegres, esperançosos de que sua escola seja a campeã. Aprenderam a sublimar a dor enquanto desfilam. Ignoram o cansaço. Vencem os limites do seu corpo. Tudo pela alegria de ver sua escola se sagrando campeã. Mas no fim, chega a hora de tirar a fantasia, descer dos carros alegóricos, cuidar das feridas nos pés. Mesmo assim, ninguém reclama.

Todos estamos a caminho do fim do desfile. O momento da dispersão está chegando, quando deixaremos este corpo, nossa fantasia, e seremos saudados pela Eternidade. Que diremos nesta hora? Não haverá novos desfiles. Terá chegado o fim de nossa trajetória? Não! Será apenas o começo de uma nova fase existencial. Deixaremos nossas fantasias, para nos revestirmos de novas vestes celestiais. Falaremos como Paulo em sua carta de despedida a Timóteo:

“...o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm.4:6b-8).

Aproveitemos os instantes em que estamos na avenida desta vida, celebremos a verdadeira alegria, infelizmente ainda desconhecida por muitos foliões, e que não terminará em cinzas.


FONTE: http://www.genizahvirtual.com/

sexta-feira, 4 de março de 2011

Centenário, sem temor - Triste realidade assembleiana


CENTENÁRIO, SEM TEMOR
É com muita tristeza que escrevo este artigo, gostaria de não ter chegado e essa conclusão, mas infelizmente o que vem acontecendo com a instituição Assembléia de Deus é lamentável. Estou me referindo aqui à igreja visível (Assembléia de Deus – Instituição), pois a Igreja Invisível, essa permanece inabalável, e as portas do inferno não hão de prevalecer contra ela, pois é promessa de Deus.

Estamos chegando a uma data memorável, que deveria ser lembrada por laços fraternos de congratulações e júbilo não só para nós “Assembléianos”, mas como para toda a comunidade cristã evangélica, pois 100 anos não se pode deixar passar em branco, ainda mais, em se tratando da história das Assembléias de Deus no Brasil, e quando falamos das “Assembléias de Deus”, envolvem-se várias igrejas, vários ministérios, e não como se vê hoje uma disputa de PODER, que tem envergonhado a nossa denominação e escandalizado a muitos pela falta de Temor de Deus, falta de temor esta que vem tomando conta dos corações e da mente de muitos líderes. Falamos de um trabalho prestado pelos nossos antecessores que direcionados por Deus erigiram uma denominação respeitada que cumpriu até aqui os mandamentos do Senhor Jesus de pregar o evangelho a toda criatura.

Escrevo isso não como desabafo, mas como indignação pela realidade que estamos vivenciando com os preparativos para a comemoração do Centenário das ADs no Brasil, e tudo isso sendo levado em rede nacional de televisão, por dois segmentos de uma mesma denominação numa “queda de braço” escancarada e descabida, como se estivessem medindo forças para ver quem é mais influente ou mais importante ou mais poderoso. Vamos aprender com as palavras do Salmista:

"Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus." (Salmos 62:11)

É incrível como alguns líderes “Assembléianos” se acham no direito de afrontar a palavra de Deus com tanta frieza, se dizendo homens de Deus, ao invés de anunciar a palavra de Deus, gastam o tempo em seus programas de televisão, caríssimos, e, diga-se de passagem, pagos com o seu dinheiro queridos colaboradores e telespectadores, ficarem afrontando-se uns aos outros expondo seus projetos pessoais, ambiciosos e pretensionistas, com o intuito de mostrarem todo o seu poderio, esquecendo-se que a palavra nos ensina no Salmo 133, que é tão bom e tão suave que os irmãos vivam em união, o que eu ainda não consegui visualizar em todos esses preparativos para a comemoração do centenário é justamente a União da nossa igreja “mãe” em Belém do Pará, com a “filha” CGADB, pois esta sem aquela jamais existiria.

É por essas e outras que termino este artigo parafraseando com uma célebre frase de Rui Barbosa;

“De tanto ver triunfar as injustiças, de tanto ver prosperar a falta de amor, de tanto ver crescer o egoísmo, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos de homens amantes de si mesmo, os crentes fiéis começam a desanimarem da virtude, a desacreditarem da honra, a terem vergonha de dizerem, SOMOS ASSEMBLÉIANOS.”


Pb. Marcelo A. Feitosa - AD Presidente Epitácio - SP

Pb. Marcelo A. Feitosa
Servo do Senhor Jesus, na Igreja Assembléia de Deus Ministério de Presidente Epitácio – SP, 1º Secretário, Maestro, Professor da Escola Bíblica Dominical, Bacharel em Teologia, Direito e acadêmico em Administração Pública – UFMS, escritor.