terça-feira, 19 de abril de 2011

Adultos antes da hora



Fenômeno da adolescência precoce ganha força, mas pode prejudicar desenvolvimento da juventude cristã.
Por Laelie Machado
Curioso este país: ao mesmo tempo em que resiste quando se trata de confiar responsabilidades aos jovens, também estimula a maturidade prematura para encher de lenha a fogueira do consumo. E bem no centro dessa contradição, os adolescentes enfrentam o conflito entre ser tratados como “crianças grandes” ou “pequenos adultos”, de acordo com as conveniências — tanto as próprias quanto as da sociedade. As igrejas evangélicas também encontram alguma dificuldade para lidar com um contingente que abandona a infância cada vez mais cedo.
O conceito de adolescência, em si, não é dos mais precisos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa fase começa aos 10 anos de idade e vai até os 19. Já para o Estatuto da Criança e do Adolescente, ela acontece dos 12 aos 18 anos, sendo esse o padrão assumido pela maioria das igrejas evangélicas ao dividir as turmas da escola bíblica dominical e definir quem faz parte do ministério de adolescentes e que já deve ser promovido aos departamentos de mocidade.
Para a publicidade, porém, a lógica é diferente: quanto antes se forma um consumidor, mais cedo se contabiliza o lucro. E, caso se possa contar com a cumplicidade dos pais, tanto melhor. “A mídia incentiva a precocidade porque tem interesse na venda de produtos”, diz Wanderley Rangel Filho, fundador e diretor da organização Preparando o Adolescente para a Vida (Pavi), que existe desde 1989. “Já os pais estão confundindo precocidade com maturidade.” Sediado no interior de São Paulo, o Pavi tem por objetivo treinar pais, professores e líderes, além de promover eventos para os próprios adolescentes.
Ainda na opinião de Wanderley, os adultos são os principais responsáveis pela ideia de adolescência precoce, o que acaba sendo aceito pelos teens. “Os adolescentes gostam de ser tratados como precoces porque querem ser adultos. Para eles, o ideal é que os pais e os adultos em geral os tratem como gente grande. Assim eles poderão fazer coisas de gente grande”, afirma.
A psicóloga Daniela Pedroso Negrão define a adolescência como um momento de mudanças fisiológicas, que incluem principalmente o sistema endócrino e reprodutor. Mas, para o leigo que tem um desses seres humanos em formação dentro de casa, o que pode ser visto a olho nu é o crescimento rápido e o desenvolvimento das características masculinas e femininas mais acentuadas. “Se pensarmos em adolescência de uma forma global, entenderemos que é impossível vivê-la antes do tempo. O que pode ocorrer antes disso são interesses precoces de forma geral, mas alguns adolescentes têm a sexualidade um pouco mais aflorada”, explica.
Hoje em dia, na visão da pedagoga Ivaldinete Neves Pereira Resende, coordenadora estadual da organização batista Mensageiras do Rei, as crianças são tratadas como pequenos adultos antes da hora, e essa precipitação pode cobrar um preço alto. Para evitar que essa tendência afete o comportamento das meninas dentro da igreja, a organização, que visa estimular a integração e o estudo da Bíblia entre adolescentes e pré-adolescentes cristãs, procura reafirmar a importância do respeito às fases de desenvolvimento da criança. “Conscientizamos as meninas juniores a aproveitar o máximo de sua infância, dinamizando as atividades atrativas para essa fase. Não é difícil, porque elas querem mais é brincar, e nós procuramos conscientizá-las de que há tempo para tudo.”

Diferença de gerações – O ministério de teens da Igreja Bola de Neve, em São Paulo, segue esse princípio. Segundo a diaconisa Francis Antunes, para que o adolescente chegue nessa faixa etária com uma boa saúde espiritual e consciente das obrigações na igreja, o trabalho precisa começar no ministério infantil. “Nós mostramos o papel da criança na sociedade de acordo com os padrões bíblicos para que, ao chegar à adolescência, ela já tenha consciência das suas atitudes”, explica. Os garotos que ingressam no ministério dos adolescentes coordenam seus próprios trabalhos na igreja e cuidam de toda a parte de culto, louvor e pregações, tudo sob a orientação de monitores. Segundo Francis, na Bola de Neve – denominação cuja membresia é predominantemente jovem –, a consciência de que os padrões de adolescência precoce proposto pelo mundo não são os ideais vem com a mudança de vida. “Eles não vivem da forma que os outros dizem ser certo ou errado, mas de acordo com Jesus Cristo e a Palavra de Deus”, sintetiza a obreira.
Contudo, fortalecer um ministério voltado para esse grupo em uma igreja de perfil mais conservador nem sempre é fácil. O pastor Luciano Alves Silva, diretor da União das Mocidades das Assembléias de Deus de Guarulhos, em São Paulo (Umadguar), comenta como é complicado orientar um adolescente na igreja, tarefa que se torna ainda mais difícil quando a educação no lar evidencia o abismo entre a maneira de pensar dos pais e dos filhos. “Essa diferença de gerações causa problemas”, diz. O líder de adolescentes da Primeira Igreja Batista de Atibaia (SP), David John Merkh Jr, também se mostra preocupado quando o assunto é a forma como as crianças e os pré-adolescentes se desenvolvem e vivenciam experiências que antes faziam parte de uma fase posterior da vida. “Eu creio que essa tendência é extremamente perigosa, pois demonstra claramente o sintoma de uma doença muito mais profunda — a de que crianças e adolescentes são cada vez mais afetados pela sociedade e pelo mundo do que pelos pais e pela igreja”, diz.
Merkh ressalta que, dia após dia, os adolescentes estão buscando maior independência, o que vem acompanhado de arrogância e malícia. Para ele, os pais devem assumir a importância que têm nesse processo.“Eles é que devem exercer a maior influência sobre os filhos e não permitir que a inocência seja roubada pela sociedade. Creio que os pais permissivos e ausentes são os maiores responsáveis pela adolescência precoce e pelos problemas que esse processo acarreta”, diz.

Em dinâmica, teens revelam opiniões e ansiedades
Conhecer e entender o fenômeno da adolescência precoce, suas causas e os fatores que o provocam é essencial na hora de educar os jovens de acordo com os parâmetros bíblicos. Entretanto, o que eles mesmos pensam sobre o assunto? Numa dinâmica de grupo realizada com a turma de adolescentes da Primeira Igreja Batista de Guarulhos, a reportagem de CRISTIANISMO HOJE buscou entender o que eles acham desse fenômeno.

“Eu acho que a escola é responsável por essa idéia. 
Minha mãe também é responsável por isso, mas eu gosto de ser tratada como adulta.”
Beatriz Layra de Carvalho Custódio, 14 anos

“Os pais têm medo do que os filhos podem fazer. Não sabem se devem tratá-los como adolescente antes da hora ou se tratam como criança por um longo tempo.”
Andrei Teixeira Martins, 15 anos

“Eu me senti adolescente quando vivi uma maior independência. Comecei a andar sozinho aos 13 anos, já pegava ônibus para ir ao cursinho.”
Guilherme Vallin, 14 anos

 “Na minha escola, as crianças no sétimo e do oitavo ano já estão se preparando para o vestibular. Eles acabam vivendo mais cedo aquilo que não faz parte da sua idade.”
Giuliano Caio Virgínio da Silva, 14 anos

“Essa ideia vem da influência das amizades. Não é nem tanto culpa da escola, e sim do adolescente. Ele pensa: ‘Se fulano pode, por que não posso? Se uma pessoa da minha idade faz, eu também posso fazer.’ Não é a idade que classifica, é a maturidade.”
Vinicius Canola Martins, 18 anos

“Passei para a adolescência quando ganhei meu primeiro celular e perdi a vontade de brincar de carrinho. Mas eu queria um Playstation, e não um celular...”
Leonardo Silva Gama, 13 anos

“Eu me senti adolescente quando minha mãe parou de me dar brinquedos, aos 11 anos!”
Lucas Dahora, 12 anos

“Meu pai e minha mãe não gostam da ideia de adolescência precoce. Para namorar e sair, eles dizem que sou criança.”
Bruna Araújo de Freitas, 13 anos

A história de um conceito
Em termos históricos, é possível dizer que o conceito de adolescência é relativamente recente. Na sociedade medieval, por exemplo, a criança era praticamente ignorada. Durante a Idade Média, não existia um “sentimento da infância”, e quando a criança não precisava mais do apoio da mãe ou ama, já ingressava no mundo dos adultos. Essa mudança ocorria na faixa dos sete ou oito anos, sem nenhuma transição; elas eram consideradas adultos em pequeno tamanho, pois faziam as mesmas coisas que as pessoas mais velhas. Isso explica-se, em parte, pela reduzida – para os padrões modernos – expectativa de vida da época, que em muitos países não passava dos 40 anos. Assim, a infância nada mais era do que uma passagem para a vida adulta, e a morte das crianças era encarada com naturalidade.
Quando os adultos passaram a se permitir algum sentimento pelas crianças, a primeira manifestação foi a de paparicá-las. Desapareceu a vergonha de mostrar o prazer provocado pelo jeito de ser da garotada. Isso nasceu no seio familiar, mas depois se espalhou para a sociedade. O termo “adolescência”, porém, surgiu há pouco mais de um século, exatamente para designar essa fase de transição. “Adolescência é a fase da vida entre a infância, pois não se é mais criança, e a idade jovem, ainda não adulta. Portanto, não existe adolescente precoce”, afirma Wanderley Rangel Filho, diretor da associação Preparando o Adolescente para a Vida (Pavi).


fonte:

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Páscoa




Páscoa popular (tradição pagã)

Ninrode, um neto de Noé, tinha deixado de seguir o Deus do seu avô e passou a ser um líder tirânico. Quando Ninrode morreu, sua esposa, a Rainha Semíramis, passou a ensinar que ele tinha se tornado um deus, o deus-sol.

A origem da Páscoa envolve o nascimento do filho bastardo de Semíramis, Tamuz. De alguma forma, Semíramis tinha convencido as pessoas que Tamuz era Ninrode reencarnado. Em breve, além de adorar Tamuz (ou Ninrode reencarnado), as pessoas também passaram a adorar Semíramis como a deusa da fertilidade. Em outras culturas, ela também era conhecida como Ishtar, Ashtur e, sim, Páscoa.

Tradições contemporâneas, como a do coelho e ovo da páscoa, também podem ser traçadas às práticas estabelecidas por Semíramis. Por causa de sua natureza prolífica (Que é capaz de procriar, de gerar. Que procria abundantemente), os coelhos são associados com fertilidade e sua deusa, Ishtar. Babilônios primitivos acreditavam em uma fábula sobre um ovo que caiu do céu no rio Eufrates e do qual a Rainha Astarte (outro nome para Ishtar e Semíramis) tinha "chocado".

Eostre ou Ostera (Ostara) é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã (povo originário do norte da Europa), na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.

De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs.


Dizem as lendas que Eostre tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a Deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia.


Um dia, Eostre estava sentada em um jardim com suas tão amadas crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da Deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar.


As crianças pediram a Eostre que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Eostre decidiu esperar até que o inverno passasse, pois nesta época seu poder diminuía. Quem sabe quando a Primavera retornasse e ela fosse de novo restituída de seus poderes plenamente pudesse ao menos dar alguns momentos de alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momentos.


A lebre assim permaneceu até que então a Primavera chegou. Nessa época os poderes de Eostre estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.


No século XVIII, confeiteiros franceses tiveram a idéia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca.

Páscoa Judaica

A Páscoa em um período pré-Mosaico era dividida em duas celebrações:

·         Festa agrícola (Festa dos Pães Sem Fermento)

·         Festa pastoral (Festa do Cordeiro Pascal)

Era realizada em comemoração a chegada da primavera, durante o mês de Nisã (março/abril).

Na Festa do Cordeiro Pascal, as famílias judaicas que ainda não estavam estabelecidas na terra da promessa, celebravam a chegada da primavera sacrificando um animal.

Na Festa dos Pães Sem Fermento, era celebrado o início da colheita dos grãos.

Estas duas Festas que eram celebradas antes do Êxodo, portanto, adquiriram na saída dos Filhos de Israel do Egito, uma significação religiosa totalmente nova.


Israel


Quem era Israel? De onde vieram? Qual a razão que os levam a estar em evidência?

Israel (Jacó) era filho de Isaque e neto de Abraão, que por meio dos seus filhos e netos veio originar o povo (12 tribos - RúbenSimeãoLeviJudáZebulomIssacarGadeAserNaftaliBenjamimManassés e Efraim – filhos de José) peculiar de Deus.


Egito


Durante 430 anos aproximadamente Israel esteve sob escravidão no Egito, por meio do clamor do povo, Deus chama Moisés para ser o responsável pela libertação do povo de Deus.


Escravidão


Como consequência de um período de fome na Palestina, os filhos de Israel vão até o Egito par adquirir alimento. Para surpresa destes homens, quem governara aquela prospera nação agora, era seu irmão José que havia sido negociado como escravo por inveja de seus irmãos.

Com a morte de José e do Faraó que o constituíra Governador, os filhos de Israel que passaram a habitar na terra do Egito, são expostos a trabalhos escravo por um período muito longo, ao ponto de suportarem mais clamando a Deus por ajuda.


Libertação


Moisés que havia nascido no Egito e criado pela filha de Faraó, agora como fugitivo está habitando na terra de Midiã. Deus o chama tendo ele já aproximadamente 80 anos de idade para liderar a saída do povo de Israel do Egito. Logicamente não alcançando sucesso diante do Faraó, Deus intervém assolando a terra do Egito com juízos (pragas), o que culmina com a décima praga, a morte de todos os primogênitos do Egito, tanto dos homens como dos animais.

·         Soou à hora da décima e derradeira praga, aquela que não deixava aos egípcios nenhuma alternativa senão a de lançar mão dos israelitas. Yahweh disse a Moisés: “À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta com ele sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo primogênito dos animais. “E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, qual nunca houve semelhante e nunca haverá” (Êx 11.4-6). Visto que os israelitas também habitavam no Egito, como podiam escapar do anjo destruidor?

·         primeira Páscoa (isto é, com um novo significado) foi celebrada na Lua Cheia, no final do dia 14 do mês de Abibe; aproximadamente no ano de 1445 a.C. A Páscoa instituída por Yahweh no Egito foi acompanhada por leis que regiam a sua observância. Cada família devia escolher um cordeiro ou cabrito sem defeito, sem mácula, com a idade de “um ano”, o animal escolhido não podia ter defeitos. O cordeiro era levado para dentro de casa no dia 10 de Abibe, e mantido ali até o dia 14 do mesmo mês. Período, durante o qual era observado pela família que iria sacrificá-lo, caso não possuísse algum defeito o animal era então sacrificado (Êx 12.3, 6). O cordeiro (ou cabrito) após ser imolado, o seu sangue (não podia ser desperdiçado, tinha grande valor e significado para os israelitas) era aspergido com um molho de hissopo nas ombreiras (partes verticais da porta) e na verga da porta (parte horizontal sobre as ombreiras) da casa em que comeriam o cordeiro (Êx 12.7, 22). Quando o Anjo passasse, passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hebraico pesah, que significa «pular além da marca», «passar por cima», dando a idéia de poupar, de proteger (Êx 12.13). O cordeiro (ou cabrito) era abatido, esfolado (isto é, tirava-se a pele), suas partes internas eram tiradas e assim eram limpas e depois recolocadas no lugar, daí então eram assadas inteiras, com a cabeça, as pernas e a fressura (Êx 12.9). O animal tinha que estar bem assado, nada cru, e sem que lhe quebrasse nenhum osso (Êx 12.46; Núm 9.12). Após a carne ser assada no fogo, era comida pela família com pães asmos e ervas amargas (alfaces bravas etc.), Êxodo 12.8. Quaisquer sobras de carne deviam ser queimadas antes do amanhecer (Êx 12.10).

·         A partir deste evento o povo de Israel a cada ano comemorava a saída do Egito com a celebração da Páscoa, até porque havia o desejo de Deus que isto fosse lembrado às gerações futuras.

     Páscoa Cristã


Assim como era celebrada a Páscoa como memorial para o povo de Israel, também o era como um Simbolismo Profético. O propósito dos procedimentos na celebração da Páscoa entre os Israelitas era prenunciar a morte de Jesus Cristo (o Messias).

A Epístola aos Hebreus mostra-nos que os sacrifícios do A.T. era na melhor das hipóteses, uma resposta incompleta do problema do pecado (Hb 8.9; 10.1-15). Cessaram esses sacrifícios, mas ainda hoje eles nos ajudam a entender o significado da cruz. O significado do sacrifício de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Todavia chegara o tempo do Senhor Jesus celebrar a Última Páscoa, juntamente com os seus apóstolos. Este era o momento que Jesus tanto esperava (Lc 22.15). Foi na noite que precedeu a Sua morte que Jesus e os Seus discípulos comeram a Última Páscoa, substitui pela Sua Ceia e depois foi morto como o Cordeiro Pascal (Mt 26.17-29; Mc 14.12-26; Lc 22.7-20; Jo 13 e 14). Portanto, houve duas ceias, a Ceia da Páscoa e a Ceia do Senhor Jesus.

Jesus tomou os elementos da Páscoa e deu uma nova significação. Mateus relata: "Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E tomando o cálice e dando graças deu-lho dizendo: bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue do Novo Pacto que é derramado por muitos para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não bebereis deste fruto da vide até aquele dia em que beba de novo convosco no reino de meu Pai. E tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras." (Mt 26.26-30)

A Páscoa judaica encontra seu cumprimento e seu fim na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa do A.T. e a Ceia do senhor Jesus no N.T., ambas apontam para uma mesma coisa: o Sacrifício de Jesus Cristo! 

Conclusão


Que os ovos adornados ou de chocolate não venham substituir Jesus Cristo nas comemorações da Páscoa. Que todos os simbolismos remotos ou recentes venham ser suprimidos pela verdade de Cristo. Que Ele seja verdadeiramente a nossa Páscoa perpetuamente e possamos desfrutar da abundante vida proporcionada pela sua morte.

“Quando Cristo veio e entrou, uma vez por todas, no Lugar Santíssimo, ele não levou consigo sangue de bodes ou de bezerros para oferecer como sacrifício. Pelo contrário, ele ofereceu o seu próprio sangue e conseguiu para nós a salvação eterna.” (Hebreus 9.12)



Fonte de pesquisa:


·         Bíblia Sagrada (Versão João Ferreira de Almeida)

·         Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia (Ed. Candeia)

·         Dicionário Ilustrado da Bíblia (Ed. Vida Nova)

·         Wikipédia, a enciclopédia livre

·         portaldafamilia.org

·         doutrinasbiblicas.com

RETIRO ADONAI




sexta-feira, 15 de abril de 2011

Famosos no céu



Por Thayse Rodrigues

Atualmente, mais cristãos são mortos por causa da fé em Jesus do que no auge das piores perseguições do Império Romano. A Enciclopédia Cristã Mundial afirma que, só em 1998, mais de 156 mil cristãos foram martirizados no mundo. Estima-se que 164 mil foram executados em 1999. Quase 170 mil perderam a vida em 2000 e, em 2005, mais de 200 mil Jesus Freaks foram mortos. E as projeções para 2010 falam em mais de 240 mil mártires ao redor do mundo.

De acordo com a Interpretação Anual do Megacenso Cristão, feita por David B. Barrett e Todd M. Johnson, mais de 70 milhões de cristãos em todo o mundo já foram mortos pela fé que professaram desde Estevão, o primeiro mártir.

Aproximadamente 550 cristãos são assassinados todo dia. Isso equivale a 23 mártires por hora, ou seja, um herói da fé é morto a cada 3 minutos. E os números continuam aumentando.

E aqui não falamos dos milhares que todos os dias são perseguidos, têm seus bens confiscados, são separados da família, aprisionados e torturados e que, apesar de tudo, não chegam a ser mortos por sua fé, apesar de nunca negarem a Cristo.

Eles são pouco conhecidos na terra, mas famosos no céu.


***
Do livro "Loucas por Jesus — Jesus Freaks —, de Lúcio Barreto Jr. Postado no Alocêntrica

UM PARABÉNS ESPECIAL PARA ALGUÉM MUITO ESPECIAL



As palavras em muitas situações acabam disfarçando a hipocrisia, no teu caso MINHA ESPOSA por mais sincero que venha ser, não conseguirei expressar o que realmente deveria acerca da pessoa que você é. Por isso vou procurar demonstrar te amando sinceramente.

Parabéns, Deus continue te abençoando.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Inveja de pastor





Há um fenômeno encontrado entre pessoas que exercem a mesma profissão: a inveja profissional. Homens e mulheres que se odeiam pelo simples fato de se verem como participantes da competição do desempenho profissional. Eles não teriam problema de relacionamento se exercessem atividade diferente. 

É triste observar que esse sentimento pode ser encontrado entre cristãos. Gente que não se gosta por exercer o mesmo tipo de atividade ministerial. A derrota de um traz secreta alegria para outro. A vitória faz adoecer o que se sentiu ultrapassado na corrida por ocupar os primeiros postos no reino de Deus.

O grande problema com esse tipo de sentimento, tão presente na vida de homens e mulheres que deveriam servir de referência de amor para o mundo, é que ele impede cristãos de fazerem parceria em favor do avanço da causa de Cristo. Sempre haverá quem tenha de fazer o papel de coadjuvante. A vida funciona assim. Nem todos estarão à frente do povo na ocupação da terra da promessa, nem todos serão rei em Israel, nem todos pregarão em pentecoste. Como não conseguimos dar nossa glória a outrem -abortamos pelos motivos mais banais- ações em conjunto que poderiam salvar vidas. O que nos divide não é doutrina, mas o desejo de sermos reverenciados, estimados e nos tornarmos o centro das atenções.

Tudo isso é grande futilidade. Um dia essa presente ordem vai passar. Todos compareceremos diante do tribunal de Deus. Os papéis irão se inverter. O que sonda os corações haverá de exaltar o que trabalhou tão somente para trazer felicidade ao próximo e glorificar a Deus. Em suma, este é o que imitou o Espírito Santo, cujo papel não é apontar para si mesmo, mas para Aquele que veio ao mundo para glorificar o Pai. A referência para o trabalho humilde é Deus.



Título original: Inveja profissional


FONTE: http://www.genizahvirtual.com

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Coisas que aprendi em um estádio de futebol.




Gosto de futebol e sempre que posso vou ao estádio assitir ao jogo do meu Fluzão!

Há cerca de 15 dias juntamente com o meu filho mais velho,  fui ao Engenhão assistir ao jogo do Fluminense contra o América do México pela Copa Libertadores da América. Na Ocasião pude testemunhar os mais variados tipos de manifestações da torcida tricolor, que durante a partida vivenciou os mais distintos tipos de sentimentos.   A experiência em questão me fez pensar na Igreja de Cristo e de que maneira ela se porta diante dos altos e baixos que vida nos impõe.

Percebi que quando algum jogador do time se machuca, todos se preocupam com sua saúde e estado físico.
Percebi que quando o time toma um gol, todos sofrem.
Percebi que quando o time de coração faz um gol todos vibram de alegria.
Percebi que quando o time perde todo mundo perde junto, que quando o time ganha, todos vencem juntos.
Percebi que quando o time vai mal, ninguém vira casaca, nem tampouco muda de time.
Percebi que um jogador pode jogar mal, mas mesmo assim, por amor time a torcida o continua  apoiando.
Percebi que na comemoração de um gol todos se abraçam e celebram juntos.
Percebi que na derrota, todos choram juntos.
Percebi que quando o time fracassa todos fracassam juntos.
Percebi que quando o time é campeão todos vencem juntos.

Caro leitor, quantos lições importantes podemos tirar de um jogo de futebol não é verdade?  

Pois é cara pálida, ao contrário da torcida de um time de futebol a Igreja de Cristo é tão faccionada não é verdade? Somos tão divididos, tão focados em nosso mundinho!

Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós e abençoe graciosamente sua Grei.

Nele,

Renato Vargens

terça-feira, 5 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

ANALFABESTISMO FUNCIONAL E EVANGELHO: APENAS UMA TEORIA




Por Daniel Clós Cesar


Eu tenho uma teoria. apenas uma teoria... não doutrina. Posso?

Minha formação acadêmica é de professor (o que não é grande coisa no Brasil, eu sei disso). Hoje já não atuo mais como docente, mas na coordenação acadêmica em um Instituto Federal, que por ser federal, dispõe de muitos recursos que outras instituições públicas (estaduais e municipais) sequer imaginam ter, mesmo na próxima década. Mas também trabalhei em lugares bem mais, digamos, acanhados... e por isso, apenas por isso e mais um monte de leitura especializada que me apoia... posso pensar nessa teoria.

O problema fundamental da igreja (as pessoas que são corpo), certamente é o afastamento do Evangelho apostólico para um evangelho humanista. Mas, junto a isso, outros problemas são associados.

Pesquisas brasileiras, apontam que 75% dos brasileiros são analfabetos funcionais (você pode ler sobre estas pesquisas clicando aqui e aqui, não as tirei da minha cabeça). Trocando por números mais palpáveis, significa que a cada 4 brasileiros, 3... sim, TRÊS, são analfabetos funcionais (em diferentes graus, é claro). Isso significa também, que dos 190 milhões de brasileiros, 142 milhões são analfabetos funcionais.

Ora... mas o que isso cara pálida?

O analfabeto funcional é uma pessoa que consegue decodificar os sinais (letras), ler frases, textos e palavras, mas, não consegue interpretar. Falta-lhe a habilidade de interpretação de textos, que adiquire-se com a prática da leitura e aprofundamento de estudos, duas coisas pouco usuais na sociedade ocidental tupiniquim. Lê-se pouco e investe-se mais em cirurgia plástica que em educação.

Assim, não por culpa deles... mas do ensino no Brasil que é precário... e dependendo das cidades, longe dos grande centros urbanos, tal analfabetismo atinge inclusive o ensino privado. A maioria dos professores brasileiros possuem apenas a formação básica de sua profissão (graduação), e milhões de brasileiros sabem ler, mas não entendem o que lêem.

O mesmo ocorre dentro da igreja, afinal, são os mesmos brasileiros. A Bíblia tornou-se chata, cansativa e complicada. Sim, isso é falta de uma vida espiritual e sim... isso é apostasia... mas também, menos importante mas com alguma importância... líderes evangélicos descobriram que não é preciso se dedicar muito ao estudo da Palavra e no conhecimento do Santo Deus, porque seus seguidores também não o fazem... pelo contrário, esperam que alguém faça por eles... esperam que outro decodifique e interprete.

Desse modo, a pregação ilustrada com muitos contos humorísticos, fatos do cotidiano, performances e malabarismos, "atingem" objetivos que um pregação fundamentada na Palavra não atingiria... pois poucos entenderiam o que se diz.

Esse texto não é... e também é ao mesmo... uma auto-defesa. Nós que regularmente escrevemos e publicamos textos na internet percebemos, a cada dia, uma piora no fazer-se entender. A cada texto que escrevo, percebo a constante necessidade, não de adaptar o texto, mas de construí-lo de forma que o que escrevo possa ser entendido por qualquer um... por este motivo é que não uso o twitter, por exemplo, pois numa sociedade assim, 144 caracteres me parece, como educador, algo absurdo.

No entanto... suspeito... que muito em breve, 144 letras serão muito... e nos comunicaremos apenas com algumas onomatopéias.

Maranata Jesus!