segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Páscoa




Páscoa popular (tradição pagã)

Ninrode, um neto de Noé, tinha deixado de seguir o Deus do seu avô e passou a ser um líder tirânico. Quando Ninrode morreu, sua esposa, a Rainha Semíramis, passou a ensinar que ele tinha se tornado um deus, o deus-sol.

A origem da Páscoa envolve o nascimento do filho bastardo de Semíramis, Tamuz. De alguma forma, Semíramis tinha convencido as pessoas que Tamuz era Ninrode reencarnado. Em breve, além de adorar Tamuz (ou Ninrode reencarnado), as pessoas também passaram a adorar Semíramis como a deusa da fertilidade. Em outras culturas, ela também era conhecida como Ishtar, Ashtur e, sim, Páscoa.

Tradições contemporâneas, como a do coelho e ovo da páscoa, também podem ser traçadas às práticas estabelecidas por Semíramis. Por causa de sua natureza prolífica (Que é capaz de procriar, de gerar. Que procria abundantemente), os coelhos são associados com fertilidade e sua deusa, Ishtar. Babilônios primitivos acreditavam em uma fábula sobre um ovo que caiu do céu no rio Eufrates e do qual a Rainha Astarte (outro nome para Ishtar e Semíramis) tinha "chocado".

Eostre ou Ostera (Ostara) é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã (povo originário do norte da Europa), na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.

De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs.


Dizem as lendas que Eostre tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a Deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia.


Um dia, Eostre estava sentada em um jardim com suas tão amadas crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da Deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar.


As crianças pediram a Eostre que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Eostre decidiu esperar até que o inverno passasse, pois nesta época seu poder diminuía. Quem sabe quando a Primavera retornasse e ela fosse de novo restituída de seus poderes plenamente pudesse ao menos dar alguns momentos de alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momentos.


A lebre assim permaneceu até que então a Primavera chegou. Nessa época os poderes de Eostre estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.


No século XVIII, confeiteiros franceses tiveram a idéia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca.

Páscoa Judaica

A Páscoa em um período pré-Mosaico era dividida em duas celebrações:

·         Festa agrícola (Festa dos Pães Sem Fermento)

·         Festa pastoral (Festa do Cordeiro Pascal)

Era realizada em comemoração a chegada da primavera, durante o mês de Nisã (março/abril).

Na Festa do Cordeiro Pascal, as famílias judaicas que ainda não estavam estabelecidas na terra da promessa, celebravam a chegada da primavera sacrificando um animal.

Na Festa dos Pães Sem Fermento, era celebrado o início da colheita dos grãos.

Estas duas Festas que eram celebradas antes do Êxodo, portanto, adquiriram na saída dos Filhos de Israel do Egito, uma significação religiosa totalmente nova.


Israel


Quem era Israel? De onde vieram? Qual a razão que os levam a estar em evidência?

Israel (Jacó) era filho de Isaque e neto de Abraão, que por meio dos seus filhos e netos veio originar o povo (12 tribos - RúbenSimeãoLeviJudáZebulomIssacarGadeAserNaftaliBenjamimManassés e Efraim – filhos de José) peculiar de Deus.


Egito


Durante 430 anos aproximadamente Israel esteve sob escravidão no Egito, por meio do clamor do povo, Deus chama Moisés para ser o responsável pela libertação do povo de Deus.


Escravidão


Como consequência de um período de fome na Palestina, os filhos de Israel vão até o Egito par adquirir alimento. Para surpresa destes homens, quem governara aquela prospera nação agora, era seu irmão José que havia sido negociado como escravo por inveja de seus irmãos.

Com a morte de José e do Faraó que o constituíra Governador, os filhos de Israel que passaram a habitar na terra do Egito, são expostos a trabalhos escravo por um período muito longo, ao ponto de suportarem mais clamando a Deus por ajuda.


Libertação


Moisés que havia nascido no Egito e criado pela filha de Faraó, agora como fugitivo está habitando na terra de Midiã. Deus o chama tendo ele já aproximadamente 80 anos de idade para liderar a saída do povo de Israel do Egito. Logicamente não alcançando sucesso diante do Faraó, Deus intervém assolando a terra do Egito com juízos (pragas), o que culmina com a décima praga, a morte de todos os primogênitos do Egito, tanto dos homens como dos animais.

·         Soou à hora da décima e derradeira praga, aquela que não deixava aos egípcios nenhuma alternativa senão a de lançar mão dos israelitas. Yahweh disse a Moisés: “À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta com ele sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo primogênito dos animais. “E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, qual nunca houve semelhante e nunca haverá” (Êx 11.4-6). Visto que os israelitas também habitavam no Egito, como podiam escapar do anjo destruidor?

·         primeira Páscoa (isto é, com um novo significado) foi celebrada na Lua Cheia, no final do dia 14 do mês de Abibe; aproximadamente no ano de 1445 a.C. A Páscoa instituída por Yahweh no Egito foi acompanhada por leis que regiam a sua observância. Cada família devia escolher um cordeiro ou cabrito sem defeito, sem mácula, com a idade de “um ano”, o animal escolhido não podia ter defeitos. O cordeiro era levado para dentro de casa no dia 10 de Abibe, e mantido ali até o dia 14 do mesmo mês. Período, durante o qual era observado pela família que iria sacrificá-lo, caso não possuísse algum defeito o animal era então sacrificado (Êx 12.3, 6). O cordeiro (ou cabrito) após ser imolado, o seu sangue (não podia ser desperdiçado, tinha grande valor e significado para os israelitas) era aspergido com um molho de hissopo nas ombreiras (partes verticais da porta) e na verga da porta (parte horizontal sobre as ombreiras) da casa em que comeriam o cordeiro (Êx 12.7, 22). Quando o Anjo passasse, passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hebraico pesah, que significa «pular além da marca», «passar por cima», dando a idéia de poupar, de proteger (Êx 12.13). O cordeiro (ou cabrito) era abatido, esfolado (isto é, tirava-se a pele), suas partes internas eram tiradas e assim eram limpas e depois recolocadas no lugar, daí então eram assadas inteiras, com a cabeça, as pernas e a fressura (Êx 12.9). O animal tinha que estar bem assado, nada cru, e sem que lhe quebrasse nenhum osso (Êx 12.46; Núm 9.12). Após a carne ser assada no fogo, era comida pela família com pães asmos e ervas amargas (alfaces bravas etc.), Êxodo 12.8. Quaisquer sobras de carne deviam ser queimadas antes do amanhecer (Êx 12.10).

·         A partir deste evento o povo de Israel a cada ano comemorava a saída do Egito com a celebração da Páscoa, até porque havia o desejo de Deus que isto fosse lembrado às gerações futuras.

     Páscoa Cristã


Assim como era celebrada a Páscoa como memorial para o povo de Israel, também o era como um Simbolismo Profético. O propósito dos procedimentos na celebração da Páscoa entre os Israelitas era prenunciar a morte de Jesus Cristo (o Messias).

A Epístola aos Hebreus mostra-nos que os sacrifícios do A.T. era na melhor das hipóteses, uma resposta incompleta do problema do pecado (Hb 8.9; 10.1-15). Cessaram esses sacrifícios, mas ainda hoje eles nos ajudam a entender o significado da cruz. O significado do sacrifício de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Todavia chegara o tempo do Senhor Jesus celebrar a Última Páscoa, juntamente com os seus apóstolos. Este era o momento que Jesus tanto esperava (Lc 22.15). Foi na noite que precedeu a Sua morte que Jesus e os Seus discípulos comeram a Última Páscoa, substitui pela Sua Ceia e depois foi morto como o Cordeiro Pascal (Mt 26.17-29; Mc 14.12-26; Lc 22.7-20; Jo 13 e 14). Portanto, houve duas ceias, a Ceia da Páscoa e a Ceia do Senhor Jesus.

Jesus tomou os elementos da Páscoa e deu uma nova significação. Mateus relata: "Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E tomando o cálice e dando graças deu-lho dizendo: bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue do Novo Pacto que é derramado por muitos para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não bebereis deste fruto da vide até aquele dia em que beba de novo convosco no reino de meu Pai. E tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras." (Mt 26.26-30)

A Páscoa judaica encontra seu cumprimento e seu fim na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa do A.T. e a Ceia do senhor Jesus no N.T., ambas apontam para uma mesma coisa: o Sacrifício de Jesus Cristo! 

Conclusão


Que os ovos adornados ou de chocolate não venham substituir Jesus Cristo nas comemorações da Páscoa. Que todos os simbolismos remotos ou recentes venham ser suprimidos pela verdade de Cristo. Que Ele seja verdadeiramente a nossa Páscoa perpetuamente e possamos desfrutar da abundante vida proporcionada pela sua morte.

“Quando Cristo veio e entrou, uma vez por todas, no Lugar Santíssimo, ele não levou consigo sangue de bodes ou de bezerros para oferecer como sacrifício. Pelo contrário, ele ofereceu o seu próprio sangue e conseguiu para nós a salvação eterna.” (Hebreus 9.12)



Fonte de pesquisa:


·         Bíblia Sagrada (Versão João Ferreira de Almeida)

·         Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia (Ed. Candeia)

·         Dicionário Ilustrado da Bíblia (Ed. Vida Nova)

·         Wikipédia, a enciclopédia livre

·         portaldafamilia.org

·         doutrinasbiblicas.com

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