sexta-feira, 27 de maio de 2011

QUAIS SÃO AS URGÊNCIAS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA?







Acabei de ler uma matéria no globo.com sobre um novo kit gay, que eles insistem em afirmar que é anti-homofobia. Pois bem, já estão se preparando para uma nova investida, que segundo eles não vai alterar no valor final, pois já estava previsto as alterações pretendidas.
Até aí tudo “normal”. Só o que não é normal, é disposição do MEC neste projeto. Talvez alguém ao ler isto irá dizer, olha o pastorzinho homofóbico se importando nos nossos interesses. O problema é que não estou me importando com interesse alheio, estão em jogo os meus interesses também, dos meus filhos, dos meus netos. E não para por aí, e os interesses dos demais brasileiros e brasileirinhos carentes de um sistema de educação decente que não possuímos. Fiquei indignado que em pouco tempo o assunto passou a ser encarado com urgência. Será que não temos prioridades mais excelentes do que investir na influência descarada da sexualidade das nossas crianças e adolescentes? Será que o tempo e o investimento que porventura venha ter sido aplicado para na identificação de escolas com problemas de SUPOSTA homofobia, não seria muito mais útil na melhora das condições das 6 mil escolas identificadas? Esta atitude liderada pelo nobre ministro é tão infeliz quanto o conteúdo que estão querendo disfarçadamente ou nem tanto apresentar aos nossos filhos.
Recentemente o vídeo da corajosa e sábia, mas injustiçada e muito mal remunerada, professora Amanda Gurgel esteve presente na mídia (fica a dica ao nobre ministro e sua equipe, se não assistiram ainda que assistam quantas vezes forem necessárias para ver o que realmente é prioridade e necessidade) tornando manifesto mais uma vez aquilo que é de conhecimento de todos, menos dos nossos ocupadíssimos responsáveis pelas melhoras do sistema de educação do nosso tão marginalizado país. Mas parece que eles estão imunizados destes legítimos protestos, ou como desconfiamos estão pouco se importando com estes e tantos outros que possam surgir.
Tem muita escola que já passou da hora de ser melhorada, os professores cada vez mais esquecidos, alunos ignorados, o sistema é decadente, ainda que eles queiram nos tapear com estatísticas tão manipuladas e estranhas à realidade. E eles insistem em falar e esbanjar verba com o tal kit “anti-homofobia”.
É bem verdade que estas palavras nem vão chegar até eles, assim como outras que jamais chegarão, e mesmo que chegue, ainda irão ser tratadas com sarcasmo tão sem vergonha quanto o pronunciamento imbecil daquele cidadão que precisou de três meses junto com sabe lá quantos no mesmo nível, para chegar à conclusão apresentada.
A matéria que li me ajudou a compreender algo muito grave. Não são apenas os alunos das 6 mil escolas identificadas pelo MEC que estão sofrendo preconceito, violência, desrespeito, etc. São muito mais do que o MEC imagina, mas não é interesse do MEC saber mesmo, porque estes tantos alunos estão sofrendo bulling (Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, "tiranete" ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. ) há muito tempo, mas se eles forem investigar ou identificar, terão que revelar quem é o causador desta violência.
Você pode até não concordar comigo, direito seu, mas a realidade é esta. Escolas abandonadas, professores marginalizados, alunos ignorados e o MEC “INVESTINDO” na promoção da promiscuidade.


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