sábado, 25 de junho de 2011

Email a Uma Dirigente do Louvor





De: Augustus Nicodemus Lopes
Para: lenita@louvorceleste.br
Enviada em: 15/06/2011
Cc:
Assunto: RES: Perguntas sobre ministração do louvor
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Prezada Lenita,

Recebi seu email contendo várias perguntas sobre a "ministração" do louvor. Desculpe não ter respondido antes, foi falta de tempo mesmo.

Você me diz que é uma levita em sua igreja e que ministra o louvor durante os cultos. Sim, de fato é um privilégio poder participar do culto a Deus servindo na parte da condução dos cânticos. Eu teria um pouco de dificuldade em considerar você como levita (apesar de você ter um nome parecido, hehe), pois para mim os levitas faziam muito mais do que conduzir o louvor no templo: eles matavam e esfolavam animais, limpavam o sangue, a gordura, o excremento e os restos dos animais sacrificados e levavam uma parte para queimar fora. Além disto, arrumavam o templo, cuidavam da mobília e utensílios, etc. Se você quiser ser levita como aqueles de Israel, terá de se tornar a zeladora da igreja, rsrsrs!

Bom, vamos agora às suas peguntas. Coloquei as suas perguntas em negrito, para facilitar:

1) Até que ponto posso manifestar minhas emoções ao cantar pra Deus? Desde que sejam manifestações autênticas, sem problemas. O que incomoda muito é quando se percebe que o dirigente está fingindo, ou fazendo força para demonstrar o que não está sentindo.  A maioria dos membros das igrejas não se emociona fortemente quando cultua. As emoções nem sempre estão presentes. Por isto, eles podem ficar meio desconfiados quando o dirigente do louvor, nem bem começou a primeira música, já está virando os olhos, chorando e embargando a voz. Mas, se as emoções forem legítimas, elas podem ser expressadas sem muita afetação.

2) Levantar as mãos!! Posso? É errado? Não, não é errado, o problema é que às vezes parece uma forçação de barra, algo superficial e ensaiado, que não consegue convencer o povo de que é uma expressão sincera de adoração, Portanto, recomendo sabedoria e cuidado. É preciso deixar claro para o povo que não serão as mãos levantadas que tornarão o louvor mais espiritual ou mais aceitável diante de Deus. Não há qualquer relação direta na Bíblia entre posturas físicas e espiritualidade.

3) Posso pedir para a igreja levantar as mãos em um dado momento da música, por exemplo? Veja a resposta que dei à pergunta anterior. Eu acrescentaria que pode ficar meio constrangedor pedir para a igreja levantar as mãos durante um cântico, pois tem gente que não estará sentindo nada e outros que não se sentem bem fazendo isto. A melhor coisa é deixar que seja espontâneo, que parta do povo mesmo. Gosto da regra, "não estimule; não proíba".

4) Balançar de um lado pro outro, mesmo numa canção lenta é errado? Não, desde que não vire dança ou rebolado sensual, provocando a imaginação dos rapazes, que lutam para se concentrar na letra e na música.

5) Se me emocionar e chorar? Como eu disse, se for autêntico não haveria problemas, mas lhe confesso que é constrangedor ver dirigentes de louvor chorando como se aquilo fosse expressão máxima de espiritualidade ou comunhão com Deus. Quem não chora vai se sentir carnal, frio ou não convertido. Eu evitaria.

6) Em relação à ministração entre uma música e outra, posso falar sobre a palavra, citar versículo e até explanar de uma forma muito rápida e objetiva? Poder, pode, mas se você não tiver uma preparação teológica vai acabar dizendo abobrinha, como eu ouço direto. Não é fácil falar em público e dizer coisas que realmente edifiquem. Sua função é ajudar o povo a adorar a Deus através da música. Estes sermonetes entre músicas soam às vezes forçados, pois geralmente se tenta fazer uma ponte entre o tema da música e uma passagem da Bíblia, e isso fica forçado e artificial.

7) Falar aleluia ou glória a Deus, claro que com reverência, sem gritar, por exemplo, é permitido? Não vejo problemas. Mais uma vez, todavia, é preciso ter certeza que são manifestações autênticas e não artificiais.

Lenita, o problema todo é esta superficialidade de alguns dirigentes de louvor que ficam se emocionando, chorando, revirando os olhos, gemendo lá na frente durante o louvor, e que uma vez encerrado este período, ficam do lado de fora do templo batendo papo com os componentes da banda enquanto o culto continua acontecendo. Fica óbvio para todo mundo que era apenas fingimento.

Acho que os dirigentes de louvor seriam uma bênção maior se fizessem apenas isto mesmo, dirigir o louvor, ajudando o povo a entoar os louvores a Deus. Qual o propósito destas demonstrações de êxtase e enlevo fortemente emocionais à frente da Igreja? Ajuda em quê? Não quero generalizar, pois seria injusto, claro - mas às vezes fica a impressão que é apenas uma maneira de auto-promoção. Pense nisto.

No mais, que o Senhor continue a abençoar sua vida preciosa.

Um abraço!
Augustus

FONTE: http://tempora-mores.blogspot.com/

Parabéns Excelência!



JERONYMO PEDRO VILLAS BOAS
Sem muitas palavras. E precisa?


Extendo o meu apoio e a alegria de parabenizá-lo, Excelentíssimo Sr. Juiz da Primeira Vara da Fazenda Municipal e Registros Públicos de Goiânia,JERONYMO PEDRO VILLAS BOAS.


Carecemos de homens de valor com a sua dedicação e certeza em servir ao país, e frear a pouca vergonha, que existe no momento em agressão à FAMÍLIA. 


Cancelar o primeiro casamento gay realizado em Goiânia, foi um ato coerente com a justiça de Deus, e com o aval, dos que sentem o desejo de uma sociedade correta, e sem medo, diante desta  vergonhosa alternativa encontrada, para abalar o relacionamento familiar, principalmente com a adoção covarde de indefesas crianças.


O Senhor seja contigo em sabedoria e coragem, Excelência!


O menor de todos os menores.

FONTE: http://www.pastornewton.com/

Manifestação de apoio ao juiz de Goiás que cancelou casamento homossexual com base na lei do país






Segue abaixo texto que enviei ao juiz goiano, que cancelou casamento homossexual, com base na lei do país, desconsiderando a posição do STF, que atropelou a Constituição.
Se quiser, pode copiar o texto e enviá-lo também:
Como cidadão brasileiro e preocupado com os rumos de tratamento ao Estado de Direito e canibalismo praticado pelo STF com relação à Constituição nacional, tomo a liberdade de manifestar meu apoio a postura de respeito à Constituição do juiz Jerônymo Pedro Villas Boas. Com sua decisão, manteve-se ereto na defesa da cidadania brasileira, sem ranços da Revolução Cultural, cartas marcadas, imposição de cunho ideológico, ou do exterior, pois o direito do cidadão, preconizado na Lei Maior fora aviltado de forma sabida e notória pelo STF, quando impuseram ambiguidades onde não existia imprecisão. A ação clara de forçar a reinterpretação, fez distanciar-se do sentido da mensagem, que se transmite no texto constitucional, desconsiderou a semiótica e ainda forçou uma interpretação que não está no mundo, senão no deles. Caso (‘se’) houvesse problema de interpretação, caberia ao Senado dissimulá-lo, “… pois ao se admitir a validade de uma norma de conteúdo material oposto ao das que lhe são superiores, estaria-se permitindo a instituição do caos na vida social”.
Solicito que minha manifestação seja encaminhada ao excelentíssimo senhor Juiz, com reconhecimento de sua bravura, patriotismo, consciência de seu dever, equilíbrio e, acima de tudo, equidade.
Envie seu apoio
Juiz Jerônymo Pedro Villas Boas
62-3216.2349 – 0800-648.6464
Deputado Francisco Eurico manifesta sua indgnação por cassação de sentenção de juiz goiano
Na qualidade de membro da Comissão de Defesa da Família, quero aqui
expressar minha indignação pela forma discriminatória que estão
tratando o Juiz titular da 1ª Vara da Fazenda Municipal e Registros
Públicos de Goiânia, Doutor Jerônimo Pedro Villas Boas, que em uma
decisão inédita determinou aos tabeliães e oficiais de registro civil
de Goiânia para não procederem à escritura pública das uniões estáveis
homoafetivas.
Lamentavelmente estas situações veem a acontecer em virtude das
decisões oriundas do Supremo Tribunal Federal.  Não podemos fechar
nossos olhos e achar que tudo isso é normal em nossas vidas, pois a
decisão tomada por aquele juiz, foi embasada dentro da Constituição
Brasileira, respeitando todos os princípios do direito e, em especial,
da família.
A Constituição que rege o nosso país é bem clara, “a família é formada
por homens e mulheres”. Seguindo os preceitos bíblicos… “Deus criou
o homem e mulher para que formasse uma família”.
Diante dos fatos, o poder judiciário mais uma vez toma as ações
imediatas,  cassando a decisão do Juiz Jerônimo Pedro Villas Boas,  e
exigindo explicações do juiz ao Conselho Nacional de Justiça sobre tal
decisão.
 Mais uma vez nossas autoridades do judiciário não estão apenas
exercendo suas funções de julgar, mas também de legislar, ato que é de
competência do Congresso Nacional.
Deputado Pastor Eurico
OUTRAS MENIFESTAÇÕES
Hipoteco meu irrestrito e total apoio ao Juiz Jerônimo Pedro Villas Boas, cujo caráter e integridade o levaram a sair em defesa da Constituição Brasileira, revelando um desassombro próprio de homens com dignidade, temor a Deus e amor patriótico por esta nação brasileira.
Pr. Paulo Otávio
INV Maracanã
Engenheiro aposentado.
Desembargador Gerson Arraes
Meu prezado pastor Mesquita, sua colocação em face da decisão do juiz JERÔNIMO PEDRO VILLAS BOAS, além de juridicamente perfeita, se me afigura brilhante e merecedora de aplauso, não só meu, mas, acredito, de grande parte da magistratura nacional – que consciente da devida e irrestrita submissão à Constituição Federal, e, sobretudo, à divisão dos poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) – necessita se pautar e se curvar  sempre à Lei que emana do Congresso Nacional, única e insubstituível fonte de direito material.
Meus parabéns. Des. e Pr. Gerson Arraes

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O que alguns pastores pensam de suas ovelhas



FONTE: http://www.pulpitocristao.com/

 

Juiz de Goiás anula união entre gays e afirma: “STF mudou a Constituição”




O juiz da 1º Vara da Fazenda Pública de Goiânia, Jeronymo Pedro Villas Boas, determinou nesta sexta-feira (18), de ofício, a anulação do primeiro contrato de união estável entre homossexuais firmado em Goiás, após decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união entre casais do mesmo sexo como entidade familiar.
Para Villas Boas, o Supremo “alterou” a Constituição, que, segundo ele, aponta apenas a união entre homem e mulher como núcleo familiar. “Na minha compreensão, o Supremo mudou a Constituição. Apenas o Congresso tem competência para isso. O Brasil reconhece como núcleo familiar homem e mulher”, afirmou. O magistrado analisou o caso de ofício por entender que se trata de assunto de ordem pública.
Além de decidir pela perda da validade do documento, Villas Boas determinou a todos os cartórios de Goiânia que se abstenham de realizar qualquer contrato de união entre pessoas do mesmo sexo. De acordo com o magistrado, os cartórios só podem providenciar a escritura se houver decisão judicial que reconheça expressamente o relacionamento do casal.
O contrato anulado pelo juiz é o que atesta a união estável entre o estudante Odílio Torres e o jornalista Leo Mendes, celebrado no dia 9 de maio.
Na decisão, Villas Boas argumentou que é preciso garantir direitos iguais a todos, independentemente “de seu comportamento sexual privado”, mas desde que haja o “cumprimento daquilo que é ordenado pelas leis constitucionais.”
O magistrado afirmou ainda que o conceito de igualdade previsto na legislação brasileira estabelece que os cidadãos se dividem quanto ao sexo como “homens e mulheres, que são iguais em direitos e obrigações."
“A ideia de um terceiro sexo [decorrente do comportamento social ou cultural do indivíduo], portanto, quando confrontada com a realidade natural e perante a Constituição Material da Sociedade (Constituição da Comunidade Política) não passa de uma ficção jurídica, incompatível com o que se encontra sistematizado no Ordenamento Jurídico Constitucional”, disse o juiz na decisão.
Villas Boas afirmou que a decisão do Supremo está fora do “contexto social” brasileiro. De acordo com ele, o país ainda não vê com "naturalidade" a união homoafetiva.
“O Supremo está fora do contexto social, porque o que vemos na sociedade não é aceitação desse tipo de comportamento. Embora eu não discrimine, não há na minha formação qualquer sentimento de discriminação, ainda demandará tempo para isso se tornar norma e valor social”, afirmou.

Sem mais, meritíssimo



FONTE: 
http://kedsonni.blogspot.com/

terça-feira, 21 de junho de 2011

Não seja precipitado


Provérbios 3.5 Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

O tempo nos parece reduzido, tal a correria em que estamos inseridos, seja no contexto familiar, profissional, ministerial, etc. Há situações que parece que não vamos dar conta dos afazeres, nos sentimos totalmente dominados pela falta de tempo para que tudo seja consumado.
Contudo, isto não nos serve de justificativa para algumas decisões, palavras e atitudes que manifestas. A “insuficiência” do tempo não nos autoriza a confiar em nossos recursos, mas ainda sim, precisamos revelar verdadeira confiança no Senhor de todas as coisas, inclusive Senhor nosso.
O que se tem visto diante dessas decisões comprovadamente precipitadas, são conseqüências nada agradáveis que tem contribuído para decepção, tristeza e vergonha de muitos servos de Deus. Diante desta verdade inconteste, quero discorrer alguns pontos baseado em um episódio bíblico muito interessante registrado em 2 Samuel 18.19-33.
O protagonista imediato da minha observação se chama Aimaás, filho do Sumo Sacerdote Zadoque. O momento era muito tenso em todo Israel, rebelião declarada, o responsável, o próprio filho do Rei Davi, Absalão. A guerra era inevitável, a mortandade no meio do povo de Deus foi grande, entre os mortos o jovem Absalão. Diante do acontecimento, era necessário agora avisar o Rei Davi, que fora impedido e poupado da guerra, que seu filho Absalão havia sido morto. Quem haveria da levar esta notícia, quem se habilitaria? Neste contexto incerto, alegria ou tristeza, vitória ou derrota, vida ou morte, somente o Rei poderia definir. Mas alguém precisava informar-lhe.
Aimaás toma à dianteira (precipitadamente) e se oferece para ser o mensageiro, mas de imediato é repreendido por Joabe que já havia determinado quem haveria de ir. Cria-se então um ambiente bem peculiar a todos nós. De um lado Joabe convicto da escolha que fizera do outro Aimaás ansioso e imprudente, insistindo por algo que não lhe acressentaria nada, pelo contrário, até que Joabe cede à pressão e lhe autoriza e Aimaás sai em disparado para chegar primeiro ao Rei Davi para lhe anunciar a nova.
Não podemos ignorar a vontade, disposição e prontidão de Aimaás, ele queria ser o mensageiro naquele momento, mas quem o escolhera, quem o convidara, quem o havia chamado? Estas perguntas ao serem respondidas, não deixam dúvidas, NÃO ERA SUA HORA, ele claramente estava se precipitando em seu posicionamento e para tal usou de insistência.
A Palavra de Deus é muito clara, Eclesiastes 3.1,7b Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: ... tempo de estar calado e tempo de falar;”.
Quando chegou diante do Rei Davi, antes até mesmo, do legítimo mensageiro, não pode satisfazer a necessidade de informação do Rei Davi e acabou sendo colocado de lado, grande deve ter sido sua decepção, estava ele agora numa posição não almejada, mas conseqüente, pois preferiu confiar em si mesmo, ignorou as orientações e agora estava de lado.
Não adianta meus queridos, pode se chegar antes, pode ter mais habilidade, sabedoria, experiência, etc. do que os demais, mas se não é a nossa hora, tudo não passa de precipitação e com isto o resultado é lamentável.
Melhor seria se Aimaás tivesse dado ouvidos a Joabe como demonstração de confiança no Comandante do Exército do Rei Davi, mas não e o resultado foi frustrante. Melhor é dar ouvidos ao que o Senhor está querendo de e para nós. O filho herdeiro do Rei Davi, Salomão disse: Ouçam, meus filhos, a instrução de um pai; estejam atentos, e obterão discernimento. O ensino que lhes ofereço é bom; por isso não abandonem a minha instrução. Provérbios 4.1,2.
Meus queridos, Deus está interessado em nosso sucesso e felicidade em todas as áreas da nossa vida, Ele deseja que tudo seja realizado e falado no tempo certo, de maneira a glorificar Seu nome e contribuir para nosso crescimento, por isso NÃO SEJA PRECIPITADO, As pessoas podem fazer seus planos, porém é o SENHOR Deus quem dá a última palavra. Provérbios 16.1 – NTLH.


terça-feira, 14 de junho de 2011

CENTENÁRIO DA ASSEMBLEIA DE DEUS, COMO ESTA HISTÓRIA VAI CONTINUAR?





Atos dos Apóstolos 1.8

Estamos às vésperas do Centenário das Assembleias de Deus no Brasil, as comemorações tomam conta do país, intensa movimentação para de uma forma marcante festejar o alcance deste marco denominacional.
Quando voltamos às páginas da história, vamos descobrir muitos personagens que de maneira sacrificial contribuíram para que este momento fosse atingido. Não se pode falar em Assembleia de Deus sem mencionar os missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg que desbravaram em nosso país para que o evangelho portentoso alcançasse o maior número de vidas possíveis. Talvez não imaginassem ou cogitassem um crescimento tão expressivo a ponto de alcançarem uma centena de anos, mas o certo é estamos comemorando o centenário assembeliano.
Mas não foram só eles, existe um número considerável de homens cujos nomes estão vinculados à história da denominação e também não podemos ignorar os anônimos, que possivelmente jamais serão citados em uma obra alusiva a Assembleia de Deus, mas que a eternidade conserva para revelá-los para recebimento merecido pelos esforços prestados ao Reino de Deus e a denominação assembleiana.
Estes homens e mulheres fizeram de maneira destacável a sua parte e nos deixaram este legado tão excelente, mas agora fica a pergunta, como esta história vai continuar, como nós e os próximos assembleianos irão agir?

I-              COM PODER


PODER (dunamis) Poder, força, habilidade. Poder, habilidade natural, geral e inerente. (Dic. Strong)
Não se trata de autoritarismo, arbitrariedade, tirania. Este tipo de “poder” é estranho no contexto do Reino de Deus.
Mas, o que se sabe da igreja primitiva e do início dos trabalhos da denominação assembleiana, é a presença de um poder genuíno, eficaz e frutífero. Capaz de fazer com que pessoas simples e despojadas de qualquer privilégio fossem suficientemente capazes em Deus de realizar obras tais que nos motivam até o presente momento.
Toda estratégia previamente analisada é bem vinda, toda sorte de sugestão pode ser útil, mas é imprescindível a presença do poder de Deus para que a Assembleia de Deus continue sua história pujante.

1-     PODER ORIGINADO EM DEUS (João 14.16,17/Lucas 24.49)

2-     PODER PROMETIDO E NÃO COMPROMETIDO (Atos 2.16-18; 8.18-21)

3-     PODER GENUÍNO E FRUTÍFERO (João 16.13; 15.26,27; Atos 8.4-8)

4-     PODER INTENSO (Atos 2.2-4,17)


II-            COM TESTEMUNHO (Atos 4, 5)

TESTEMUNHA (martus) testemunha, num sentido legal, Num sentido histórico, alguém que presencia algo. (Dic. Strong)

1-     TESTEMUNHO CONCRETO (Atos 4.1,2,4; 4.42)

2-     COMO PRIORIDADE (Atos 4.19,20)

3-     SACRIFICIAL (Atos 4.3; 5.32,40,41)


III-           COM CRESCIMENTO (Atos 8.1,4)

Não há limite estabelecido pelo Senhor para o número de discípulos conquistados através do testemunho do evangelho. Não há motivos para conformar-mos com as conquistas, sendo que, o número de não alcançados é muito excedente. O que se alcançou durante o período do centenário, apenas deve ser motivo de empenho para todos quantos darão continuidade à história da denominação. Ainda que o dia da volta de Cristo se aproxima, precisamos avançar mais e mais em prol do crescimento do número dos salvos.
Eles estão em todos os lugares, o seu número soma alguns milhares, e a história da Assembleia de Deus deve continuar a ser marcada com o alcance destas vidas para Cristo.

1-     EM QUANTIDADE (Atos 8.6)

2-     EM QUALIDADE (Atos 2.42)

O que marcou o início, estando presente na continuação dos anos até atingir o centenário, deve ser também uma realidade no contexto da Igreja Evangélica Assembleia de Deus para os próximos dias ou anos, até a Volta do Senhor Jesus Cristo.

A CAMINHO DE EMAÚS




Lucas 24.13-35

Emaús- “fonte ou águas quentes”; “águas termais”; “banho quente”; “busca de conselho”.

Quem é que nunca construiu inúmeros planos baseado numa perspectiva praticamente infalível?
Quem é que já não se viu diante da grande possibilidade de ter a sua vida mudada, e diante disto alimentava sonhos que a qualquer momento se concretizariam?
Quem nunca olhou para alguém, e no seu coração não passou a alimentar a expectativa da felicidade abundante?
Acredito que isto não nenhuma novidade para nós. Pois vivemos planejando nosso futuro, estabelecendo alvos, apostando em pessoas, esperançosos que a qualquer momento se concretize em nossa vida o que tanto almejamos.
Pois bem, isto também era presente na vida daqueles que conheceram a Jesus de Nazaré. A partir do momento que descobriram Nele a possibilidade de ter suas vidas mudadas, passaram a segui-lo, confiar Nele e depositaram toda a esperança naquele tão amoroso homem.
O que eles não contavam é que o caminho que eles passaram a percorrer em companhia de Jesus, não era o caminho sonhado por eles. Os pensamentos que passaram a alimentar, não eram os mesmos pensamentos que Jesus tinha com relação a eles (Isaías 55.8,9 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.).
Aqueles homens e mulheres cansados do jugo romano que já se prolongava, viram em Jesus a possibilidade de liberdade, vitória e recomeço. É evidente que Jesus tinha como propósito oferecer tudo isto e ainda mais (Jeremias 29.11 Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.Efésios 3.20 Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera,) não só a eles, mas a todos quanto o ouvindo aceitassem suas palavras. Assim como o que Jesus tem em relação a cada um de nós, algo excelente e que sempre irá nos surpreender.
No texto do evangelho escrito por Lucas que tenho feito citação, está narrado o acontecido com dois dos discípulos de Jesus, que após todos os acontecimentos envolvendo a prisão, sofrimento, julgamento e crucificação de Jesus, tomam caminho de volta para o lugar da sua habitação, Emaús, que conforme cita Lucas, distava aproximadamente 12 km de Jerusalém. O que quero destacar não é apenas o retorno deles, mas o estado em que eles se encontravam enquanto retornavam. Não por acaso que foram surpreendidos com uma palavra de repreensão por aquele acompanhante aparentemente estranho.
De maneira tão precipitada se despojaram de toda alegria que alimentavam, renunciaram a esperança fundada em Jesus e passaram a se comportar tão repreensívelmente, que não restou outra opção a Jesus se não questionar a fé daqueles discípulos.
O que está acontecendo, será que não há mais possibilidades, o que aconteceu com a expectação de triunfo? (Romanos 8.31 Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?)
Para os dois discípulos além de compreenderem o propósito de Deus, procuraram rapidamente um escape, Emaús. Era mais perto, quem sabe não seria um bom lugar para aquecer-lhes o coração que havia sido esfriado diante das circunstâncias que aparentavam totalmente adversas? Foi então que mais uma vez fez à diferença a longanimidade, a misericórdia, o cuidado e o amor de Jesus que acabara de ser manifesto na cruz plenamente (Romanos 5.8 Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.).
Jesus como quem não quer nada, mas desejando maravilhas, se aproxima, chegou bem perto e abordou os dois homens, questionando-lhes aquele estado de desolação, para surpresa daqueles homens que não sabiam que a maior surpresa estava por se revelar. O suposto peregrino queria saber de tudo, a algo familiar nesta atitude de Jesus para com aqueles discípulos em relação a nós? Talvez ainda não percebemos, mas Jesus pode estar mais perto do que imaginamos (João 4.25,10,26 Replicou-lhe a mulher: Eu sei que vem o Messias (que se chama o Cristo); quando ele vier há de nos anunciar todas as coisas. Respondeu-lhe Jesus: Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido e ele te haveria dado água viva. Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo.).
Sem tomar conhecimento relataram ao próprio Jesus toda a decepção que os forçava a sair de Jerusalém, assim como nós, somos orientados a compartilhar com o Senhor as nossas ansiedades de maneira a alcançar verdadeiro descanso, verdadeira paz (Filipenses 4.6,7Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.).
Talvez esperassem por consolo naquele momento por parte daquele desconhecido, talvez fosse este o motivo de se retirarem para Emaús, mas o que receberam merecidamente foi mesmo uma palavra de repreensão. O Senhor Jesus passa a confrontá-los com as Escrituras Sagradas com propósito de recuperá-los, desejando que retornassem de onde jamais deveriam ter saído (Lucas 24.32 E disseram um para o outro: Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras? Hebreus 4.12 Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.). A palavra estava tão interessante que se esforçaram no exercício da hospitalidade para com certeza continuar ouvindo um pouco mais daquele lenitivo para a alma. Eles pensaram que o descanso, que o consolo estaria talvez em Emaús, mas o verdadeiro consolo está apenas em Jesus. Por isso somos levados assim como aqueles discípulos a entender que não há outra fonte de descanso além de Jesus, ainda que seja bem planejada, articulada, remunerada. Diante das condições sufocantes que enfrentamos neste mundo, é só Jesus (Salmos 24 Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado,... O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra.”).
Estando o Senhor Jesus já da casa dos discípulos, tomou conta da situação, pois em ordem as coisas e se deixou revelar-lhes. Ao que caindo em si, recobraram ânimo ao ponto de deixarem imediatamente aquele lugar e retornaram para Jerusalém, pois agora precisavam não mais lamentar, mas compartilhar da nova que fora lhes revelado. Somente Jesus é capaz de colocar todas as coisas no seu devido lugar, só Ele acalma tempestade e mar, só Ele é capaz de proporcionar alimento para todos de maneira suficiente, só Ele pode com autoridade e propriedade promover a paz, a verdadeira paz, que o mundo não conhece.
Antes de tomarmos qualquer decisão, consultemos a Jesus. Para aqueles discípulos e tantos outros servos e servas houve retorno, mas não devemos nos precipitar a ponto de acabarmos comprometendo toda nossa vida. O que realmente precisamos não está fora dos limites impostos pelo Senhor, mas debaixo das suas asas estamos seguros, independente da agitação que esteja ocorrendo.




domingo, 12 de junho de 2011

Mensagem do dia do Pastor


O segundo domingo do mês de junho é um dia importante, não apenas por que é o dia dos namorados, mas também porque é o dia do pastor. Confesso que nestes dias terríveis, não há um trabalho tão ingrato quanto o de pastor. Frequentemente igualados à essa classe de usurpadores e ladrões que, embora não seja a maioria (sim, a maioria dos pastores brasileiros é honesta e sobrevive com muito pouco), ocupam muito espaço no cenário midiático. E ser comparado com essa gente cansa! Porém, o chamado de Deus na vida do verdadeiro pastor faz com que ele passe por cima do seu orgulho, pisoteie o ego e continue exercendo sua tarefa.
É claro que nem tudo se resume à este mundo. Assim, nós pastores aguardamos o dia em que Deus nos dará a recompensa (mesmo que neste mundo não recebamos nenhuma). E é por amor a ele e às pessoas que nem sempre sabem reconhecer e retribuir o amor do pastor, que seguimos em frente. Nosso coroa está no céu!
À seguir, apresentamos em algumas linhas um pouco do que significa ser pastor:
Ser pastor é amar, ainda que o seu amor não seja correspondido.
Ser pastor é visualizar o que ninguém consegue ver e acreditar que sonhos podem se tornar realidade.
Ser pastor é abraçar o menino, já pensando no obreiro de amanhã!
Ser pastor é conversar com os anciãos da igreja, mesmo que a história deles já tenha sido contada várias e várias vezes, e ter no olhar o respeito por aqueles que já trilharam há muitos anos o seu caminho.
Ser pastor é apresentar sua ovelhinha ao senhor, tenra e pequena, sob o olhar emocionado dos pais.
Ser pastor é se despedir de um irmão querido, ovelha que cuidou com tanto zelo, mas que foi chamado novamente pelo senhor, chorar por ele e dizer: até breve amigo…
Ser pastor é estar no casamento, falando à noiva de branco, trêmula e emocionada, e ao noivo ansioso que segura a mão da amada, que a vida é bela, mas trará desenganos.
Ser pastor é sorrir quando o coração está chorando, é abençoar quando na sua própria vida só existem provas, é tentar secar as lágrimas da mãe desesperada que sofre com os filhos, ou aconselhar a esposa desiludida com o marido.
Ser pastor é ser cumprimentado na rua e ao mesmo tempo ver alguém disfarçando para não cruzar o olhar com o seu.
Ser pastor não é o título, é o homem que se torna, a palavra que se vive todos os dias, as dificuldades que são superadas e os testemunhos que vão se formando.
Ser pastor é ser simples, tendo os olhos sempre fitos no campo: afinal, as ovelhas estão sempre em movimento.
A todos os colegas pastores, um feliz dia!
***
Excerto do blog do Bereiano, adaptado para o Púlpito Cristão