quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A ORIGEM DO "CREMOS" DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL



por ALTAIR GERMANO
Imagens cedida pelo CEMP - Centro de Estudos do Movimento Pentecostal da CPAD

O "Cremos" é uma declaração de fé concisa e sintetizada, que equivale aos Credos elaborados e presentes na Grande Tradição Cristã.

Sua origem nas Assembleias de Deus no Brasil remonta ao ano de 1938, quando o missionário norte-americano Theodoro Stohr, que atuava no interior de São Paulo, na edição do Mensageiro da Paz da segunda quinzena de outubro, p. 2, publicou um artigo traduzido por ele, sob o título "Em que crêem os pentecostais (no evangelho integral)", onde um "Cremos" foi citado. As razões para a publicação do artigo de Sthor foram as constantes difamações, e as concepções errôneas acerca do movimento pentecostal.

A partir da 1ª edição de junho de 1969, p. 3, o "Cremos" passou a ser publicado no jornalMensageiro da Paz. Na ocasião, o pastor Alcebíades Pereira de Vasconcelos era o diretor de publicações da CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) e diretor do Mensageiro da Paz, função assumida em 10 de janeiro de 1969, ao substituir o jornalista Emílio Conde.

Os motivos e a decisão (ou resolução oficial) para a publicação do "Cremos" no Mensageiro da Paz até o momento são desconhecidos.

Entre as décadas de 60 a 80 houve várias discussões em torno da elaboração, no âmbito da CGADB, de um Credo assembleiano. As tentativas esbarravam sempre na postura reacionária de alguns obreiros, que alegavam ser um Credo coisa da igreja Católica e das igrejas protestantes Históricas e Reformadas.

Acredito que esta postura reacionária está diretamente associada com o antagonismo e resistência à educação teológica formal, que por décadas imperou nas Assembleias de Deus no Brasil.

Particularmente, sou a favor não apenas de um Credo nas Assembleias de Deus no Brasil, mas, de um documento mais amplo (Confissão de Fé), para minimizar a crise de identidade doutrinária que nos assola.

O "Cremos" contido no artigo de T. Stohr, em questões doutrinárias declara o seguinte:

"[...] O nosso fundamento é a fé, na salvação pela obra expiatória de Jesus Cristo, como nosso substituto no calvário. Igualmente, o movimento pentecostal não admite o fanatismo das predestinações e salvação incondicional; mas, se adstringe à Palavra de Deus, aceitando e pregando a salvação pelo sangue de Jesus; e o batismo no Espírito Santo; a cura divina, e a anunciação da segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. [...] Aceitamos a santa inspiração das Escrituras; reconhecemos a degradação moral e espiritual do homem, pelo pecado; sabemos, sim, que todos estavam destituídos da glória de Deus, mas que, aos que aceitam o sacrifício de Cristo e buscam o arrependimento, Deus tem feito participantes das bênçãos perdidas pela desobediência. Cremos em um único Deus verdadeiro, manifesto em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo: todos, com o mesmo poder, a mesma glória e majestade, porém, com ofícios diferentes. Quanto aos mandamentos do Evangelho, cremos e praticamos o batismo de imersão, não como uma ordenança salvadora, mas, sim, como um ato de obediência, fé e testemunho público e raso, da transformação que em nós se operou, bem como da nossa disposição de sepultar a velha criatura. Cremos na ceia do Senhor, em cuja presença participamos do pão e do vinho, anunciando a Sua vinda (1 Co. 11:26). Cremos que a unção com azeite, nos enfermos, em nome do Senhor, lhes traz cura física (Tg 5.14-15; Mc 6.15-18). Cremos, sobretudo, no novo nascimento, como obra divina e sobrenatural, a qual transforma o pecador, num homem são, dando-lhe poder para viver de modo puro e agradável a Deus, em Cristo. Cremos na vida santa dos discípulos (mesmo contemporâneos nosso) [...]."

O atual "Cremos" das Assembleias de Deus no Brasil, publicado no Mensageiro da Pazdesde 1969, afirma:

Cremos,

1) Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19 e Mc 12.29);

2) Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2Tm 3.14-17);

3) Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9);

4) Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurar a Deus (Rm 3.23 e At 3.19);

5) Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8);

6) No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor. (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9);

7) No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12);

8) Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15);

9)
 No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7);

10) Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme sua soberana vontade (1Co 12.1-12);

11) Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira — invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda — visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16, 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14);

12) Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10);

13)
 No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15);

14)
 E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46

(Fonte: www.cpad.com.br)

Fica aqui registrado os meus sinceros agradecimentos ao pastor Isael de Araújo (Chefe do CEMP - Centro de Estudos do Movimento Pentecostal da CPAD) pelas preciosíssimas informações históricas que me passou, e pela gentiliza do envio das imagens.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Sonho




Stênio Marcius
Sonhei que eu tinha morrido
Não lembro direito de quê
Me vi frente a um alto e belo portão
Com uma placa escrito: Céu
Bati com um certo receio
Um anjo saiu pra atender
Me disse: " Pois não ? " - eu falei; quero entrar
Pois aí é o meu lugar
O anjo me disse: "curioso,
Eu não acho o seu nome em nossos registros"
Eu disse: procure num livro antigo
Escrito antes que houvesse mundo
E ali achará com a letra do Rei
Meu nome em tinta vermelha

Alguém entregou para o anjo
Registros que eu reconheci
Compêndio de todas as leis que eu quebrei
E os pecados que cometi
O anjo olhava os registros
Visivelmente assustado
E me perguntou: " Foi assim que viveu? "
E eu então respondi que sim
" Então como é que você tem coragem
De vir nessa Porta bater? "
Eu disse: olhe bem no final dessa lista
Você reconhece esta letra?
E o anjo sorrindo me disse:
" É verdade!!! O Rei escreveu: Perdoado! "

E ao som dessa bela palavra
Aquele portão se abriu
Então eu entrava cantando um hino
Que pena que o sonho acabou
Ficaram comigo aquelas palavras:
" Primeiro eu quero ver meu Salvador"

sábado, 8 de outubro de 2011





Na sua astúcia o homem não consegue acrescentar um côvado à sua estatura, Deus em sua fragilidade tem entretecido o homem ainda no ventre.

Na sua astúcia o homem não pode pormenorizar suas atividades no dia de amanhã, Deus em sua fragilidade tem determinado se viveremos e realizaremos amanhã.

Na sua astúcia o homem fica impressionado e persuadido pelo aparente, Deus em sua fragilidade sonda o coração e esquadrinha os rins.

Na sua astúcia o homem esforçado desconhece a plenitude de Deus, Deus em sua fragilidade conhece o assentar e o levantar do homem.

Na sua astúcia o homem coopera limitadamente no avanço da ciência, Deus em sua fragilidade detém todo conhecimento e sabedoria, “Ó profundidade...”.

Na sua astúcia o homem envergonha e zomba de Deus, Deus em sua fragilidade levanta o pobre e necessitado homem e o exalta na companhia dos príncipes.

Na sua astúcia o homem peca e continua pecando contra Deus, Deus em sua fragilidade se compadece e perdoa o homem arrependido.

Na sua astúcia o homem é pobre, miserável e dependente, Deus em sua fragilidade é dono do ouro e da prata, misericordioso e protetor.

Na sua astúcia o homem se auto-exalta e despreza o Criador, Deus em sua fragilidade criou e restaurou o homem perdido para Glória do seu nome.

Na sua astúcia o homem é limitado pela ausência da luz, Deus em sua fragilidade não vê diferença das trevas e luz.

Na sua astúcia o homem se engana pensando enganar a Deus, Deus em sua fragilidade surpreende o homem confuso em sua astúcia.

Na sua astúcia o homem ignora a voz de Deus enfatizando suas frágeis palavras, Deus em sua fragilidade ouve e atende o homem piedoso ainda que suas palavras sejam equivocadas.

Na sua astúcia o homem está fadado a ser parado pela enfermidade e morte, Deus em sua fragilidade é a ressurreição e a vida e não permitirá que o homem crente permaneça na morte.

Na sua astúcia o homem é escravizado pelo pecado, Deus em sua fragilidade se fez pecador para libertar o homem do pecado.

Na sua astúcia o homem pensa que pode colher o que não plantou, Deus em sua fragilidade não se deixa escarnecer, o que for plantado pelo homem será colhido.


Na sua astúcia o homem é tão atrapalhado quanto o personagem acima, pena que no final o homem não terá a mesma sorte dele.


Deus é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente. E de frágil só mesmo na ironia.


REFLITA!!!


Por Luciano Betim

quinta-feira, 6 de outubro de 2011




PROGRAMAÇÃO
FAÇA SUA INSCRIÇÃO ATÉ O DIA 05 DE NOVEMBRO
VALOR 10,00 INCLUINDO ALMOÇO NO SABADO E ALMOÇO NO DOMINGO

SIMPOSIO DE OBREIROS

Assembelia de Deus - Templo Sede
      Av. Paraná, 73 - Centro - Telêmaco Borba - PR.     

Tema: O OBREIRO E O SÉCULO XXI
JUDAS 21 e 22

Ficando com vers. 22= E apiedai-vos de alguns, que estão duvidosos.

Palestrante
                    
                    Pastor Jose Alves – Presidente IEAD- Paranaguá-Pr
                    Pastor Mirislan Douglas Scheffel  Junior – Coord. IBADEP-Guaira-Pr
                    Pastor Jose Israel do Nascimento - Figueira-Pr

Dia 11/11 sexta- 19h30 – Abertura – Palestrante Pastor Jose Alves.

Dia 12/11 sábado 09h00 as 12h00 – Palestrante Pastor Mirislan Douglas Scheffel  Junior

                  Almoço as 12h00

                  Sábado 14h00 as 17h00 – Palestrante Pastor Jose Alves

                  Sábado 19h30 – Santa Ceia. Mensagem Pr. Mirislan Douglas Scheffel  Junior 

Dia 13/11 Domingo 09h00 as 12h00 – Palestrante Pastor José Aves
           
                 Almoço as 12h00

                 Domingo 14h00 as 17h00 - Palestrante Pastor Mirislan Douglas Scheffel  Junior

                 Domingo 19h15 encerramento- Palestrante Pastor José Israel do Nascimento