sábado, 8 de outubro de 2011





Na sua astúcia o homem não consegue acrescentar um côvado à sua estatura, Deus em sua fragilidade tem entretecido o homem ainda no ventre.

Na sua astúcia o homem não pode pormenorizar suas atividades no dia de amanhã, Deus em sua fragilidade tem determinado se viveremos e realizaremos amanhã.

Na sua astúcia o homem fica impressionado e persuadido pelo aparente, Deus em sua fragilidade sonda o coração e esquadrinha os rins.

Na sua astúcia o homem esforçado desconhece a plenitude de Deus, Deus em sua fragilidade conhece o assentar e o levantar do homem.

Na sua astúcia o homem coopera limitadamente no avanço da ciência, Deus em sua fragilidade detém todo conhecimento e sabedoria, “Ó profundidade...”.

Na sua astúcia o homem envergonha e zomba de Deus, Deus em sua fragilidade levanta o pobre e necessitado homem e o exalta na companhia dos príncipes.

Na sua astúcia o homem peca e continua pecando contra Deus, Deus em sua fragilidade se compadece e perdoa o homem arrependido.

Na sua astúcia o homem é pobre, miserável e dependente, Deus em sua fragilidade é dono do ouro e da prata, misericordioso e protetor.

Na sua astúcia o homem se auto-exalta e despreza o Criador, Deus em sua fragilidade criou e restaurou o homem perdido para Glória do seu nome.

Na sua astúcia o homem é limitado pela ausência da luz, Deus em sua fragilidade não vê diferença das trevas e luz.

Na sua astúcia o homem se engana pensando enganar a Deus, Deus em sua fragilidade surpreende o homem confuso em sua astúcia.

Na sua astúcia o homem ignora a voz de Deus enfatizando suas frágeis palavras, Deus em sua fragilidade ouve e atende o homem piedoso ainda que suas palavras sejam equivocadas.

Na sua astúcia o homem está fadado a ser parado pela enfermidade e morte, Deus em sua fragilidade é a ressurreição e a vida e não permitirá que o homem crente permaneça na morte.

Na sua astúcia o homem é escravizado pelo pecado, Deus em sua fragilidade se fez pecador para libertar o homem do pecado.

Na sua astúcia o homem pensa que pode colher o que não plantou, Deus em sua fragilidade não se deixa escarnecer, o que for plantado pelo homem será colhido.


Na sua astúcia o homem é tão atrapalhado quanto o personagem acima, pena que no final o homem não terá a mesma sorte dele.


Deus é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente. E de frágil só mesmo na ironia.


REFLITA!!!


Por Luciano Betim

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