sábado, 26 de novembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Membro" desabafa: "precisamos de uma reforma"




A postagem abaixo corresponde ao inteiro teor de um email recebido há poucos dias pelo pastor Geremias do Couto de um de seus diletos amigos, que se considera apenas "membro de banco". Com a devida autorização, e sob o pseudônimo "SoliDeoGloria", a pedido do remetente, para evitar possíveis constrangimentos, este blog achou por bem publicá-lo sem qualquer alteração por refletir o sentimento de milhares de outros irmãos assembleianos, que nem sempre têm voz para se manifestar. Leia e veja ao final as nossas considerações em azul. 

Grande tem sido a minha angústia ao ver os rumos que nossa amada denominação vem tomando nas últimas décadas. Olho para a AD e vejo uma igreja desfigurada, cheia de enxertos, sem padrão litúrgico, seriamente contaminada pelas novas "teologias" e modismos. Claro que também conheço muitas virtudes dela e sei que o prezado Pastor também conhece (muito mais do que eu). Mas peço vossa compreensão pois preciso me ater nos problemas que têm me incomodado.

Tenho acompanhado a vossa verdadeira "cruzada" em prol de uma nova configuração estrutural na CGADB. Sei de vossa boa vontade e notável boa-fé.

Gostaria de dizer preliminarmente que me situo no mesmo espectro político/eclesiástico que o senhor e que  compactuo contigo sobre vários pensamentos e posições no tocante à nossa presente situação eclesiástica. Tudo o que vou dizer aqui pastor deve ser considerado sob a lente de um "CRENTE DE BANCO", ok? 

O que me chama atenção pastor é que a CGADB tem ocupado um espaço e uma prioridade na vida dos pastores assembleianos que simplesmente me assusta! Eu não sei se os nossos líderes se dão conta disso mas eu gostaria de que uma pergunta pudesse ser feita a TODOS aqueles milhares de pastores e demais ministros reunidos nas convenções nacionais. Quem sabe alguém pudesse fazer essa pergunta no microfone central e que todos ouvissem atentamente...

Essa pergunta (nesse meu "sonho") seria esta: Amado Pastor/Ministro, qual a porcentagem do seu tempo livre que você consome tratando de problemas, compromissos, reuniões, bate papo, atas, telefonemas, viagens, articulações etc. ligados ao assunto "CONVENÇÕES" ??? E, comparativamente, qual o tempo dispensado por você para pregar o evangelho (não simplesmente exercer apologética), apascentar as ovelhas de Cristo a ti confiadas, ouvir seus problemas, orar com eles, auxiliar as viúvas e órfãos, acompanhar de perto os obreiros que estão sob sua responsabilidade, visitar os desviados, ungir os enfermos, interagir com os jovens acompanhando-os de perto, zelar pela doutrina da igreja, etc.?

Tenho pastores em minha família e sei que um "Pastorado" demanda tempo integral. E eu me assusto com tantos pastores que têm uma "agenda convencional" tão intensa que deixariam um governador de estado abismado! E tudo isso pra quê???

Sei que alguns pastores têm uma justificativa para tal espécie de militância. Sei que há responsabilidades maiores que fogem à normalidade de um "Pastoreado" simples.

O que quero dizer meu prezado Pr. Geremias, é que o foco principal da AD e o fundamento basilar sobre o qual ela foi fundada está em desuso! Nós nos afastamos demais do "básico". Sou ainda do tempo em que transferências de pastores, consagrações e implantações de novas igrejas eram decisões espirituais! Lembro-me ainda de ver pastores pregando mensagens simples mas que - a exemplo do que disse aquele pai da igreja - suas maiores pregações eram silenciosas por meio de seus exemplos de vida e de fé...

Mas o que vemos hoje - seja de qual "chapa" forem - são grupos de pastores TOTALMENTE focados em um assunto PARAECLESIÁSTICO... Convenções, Mesas Diretoras disso e daquilo, Comissões e mais Comissões Regionais, Estaduais, Continentais, Mundiais... Não sou alienado a ponto de não enxergar a importância de uma convenção nacional que nos represente. Mas sinceramente não estou vendo sentido na existência dela nos padrões em que se encontra.

Uma entidade como a CGADB tem autonomia para expurgar doutrinas alheias e heréticas?
Uma entidade como esta tem poder de impedir o uso indiscriminado do nome de nossa igreja "Assembléia de Deus" por esses mercadores que vêm aparecendo (e tolerados!) em nosso meio?

Uma entidade como esta tem autonomia para padronizar um procedimento litúrgico mínimo em nossas igrejas e remover práticas esotéricas que já vêm surgindo nos portais Assembleianos?

Uma entidade como essa tem efetiva ingerência na condução dos assuntos cruciais de nossa denominação tais como regularização de documentações imobiliárias, contábeis, financeiras das igrejas ?

Uma entidade como essa tem como unificar nacionalmente o posicionamento Assembleiano relativo a questões como ecumenismo, teísmo aberto, onisciência de Deus x Desestímulo a orar e outros tantos temas e heresias que estão batendo em nossa porta ?

Acho que a resposta para essas perguntas é "não", estou correto?

Se isto não fosse o suficiente, temos ainda o problema de "conduta política" de ambos os quadros atuais a ponto de tal problema movê-lo a liderar a criação da chamada "Terceira Via"... Confesso que sou simpatizante dessa idéia e entendo que o senhor tem exercido um belo papel conciliatório  (até onde permitirem...rsrs) e está prestando um lindo serviço.

Mas minha pergunta permanece... Para que estamos correndo com tudo isso? Será que o verdadeiro pano de fundo não seria uma REFORMA ( o que, em última instância, também resvalaria na questão CGADB) ???

Pastor, quero deixar bem claro que não tenho idéias revolucionárias nem extremistas. Acho inclusive que uma nova reforma deveria começar com um movimento nacional de ORAÇÃO pelo assunto. Mas acho também que discussões como esta sejam necessárias. Os membros precisam ser ouvidos! A liderança precisa perceber que estamos perdendo muitos irmãos que estão se entristecendo e parando na fé ou ainda trocando de igreja devido a esses fatos...

A diferença de liturgia no seio da AD está escabrosa! Temos igrejas AD pelo Brasil onde coisas horripilantes tem acontecido... Nem a Harpa Cristã é mais adotada... Nossas orquestras estão acabando! Nossos corais também. Nossos jovens estão sem nenhuma compostura que os venham a distinguir do mundo. E sem falar que já se perdeu o temor de se dividir ardilosamente campos e igrejas...

Desculpe-me pastor pelo desabafo. Mas eu precisava me abrir com alguém que eu tivesse como capaz e confiável. Espero não tê-lo aborrecido.

E me perdoe pela grafia incorreta. Nem tive tempo de refazê-la...

Um forte abraço e fique com Deus.

"SoliDeoGloria"

O seu desabafo reflete não só o sentimento de milhares de assembleianos, mas também de centenas de pastores que fazem parte da CGADB. O que temos ouvido, aqui e ali, com pequenas variações, é a mesma pergunta: 'Para que associar-me a uma instituição que não nos ajuda em nada?" Por outro lado,  você expõe algo que, com raras exceções, tornou-se comum entre os nossos líderes, independente das lides convencionais. É que ficam tão envolvidos com as questões administrativas a ponto de se esquecerem que a igreja é composta de pessoas frágeis, necessitadas, doentes, ambíguas, sofridas, às quais foram chamados para pastorear e assisti-las.

Você também tocou num ponto nevrálgico: "Será que o verdadeiro pano de fundo não seria uma REFORMA?". Esta é a palavra-chave. Mas como você mesmo reconhece, ela acaba por "resvalar" também na CGADB. Não cremos que as vias já postas dispõem de condições, hoje, para promovê-la tal é o comprometimento que ambas têm com os vícios de eleições amplamente secularizadas. Ressalte-se aqui  - para valer, e não como discurso - o velho refrão de um hino que o pastor Anselmo Silvestre sempre canta: "Tem de começar pelo altar". É preciso que os verdadeiros ministros chorem diante de Deus, com panos de sacos e cinzas, para que possamos ver as necessárias mudanças em nossa instituição, que redundem no resgate de tudo quanto você mencionou em seu justo desabafo.

A Terceira Via busca ser a síntese de todos esses sentimentos expressados em seu email. E mais: por entender a oração como elemento primordial para qualquer empreendimento no âmbito cristão, lançará em dezembro, no blog, um formulário para que tantos quantos queiram se inscrevam e façam parte do Movimento de Oração em favor das Assembleias de Deus no Brasil, inclusive a CGADB. Por último, a próxima postagem responderá ponto por ponto as questões levantadas por você.


FONTE:http://www.terceiraviacgadb.com.br/

Divino Companheiro






terça-feira, 22 de novembro de 2011


CGADB perde o trem da unidade no Centenário

Se vivos estivessem, o que diriam os pioneiros?
No dia 15 de novembro, encerraram-se as comemorações "oficiais" do Centenário das Assembleias de Deus no Brasil, com a celebração realizada à tarde no Pacaembu, em São Paulo. O vocábulo se encontra entre aspas de propósito. Refere-se àquelas comemorações programadas pela CGADB/CPAD, que, sequer, incluíram, formalmente, as celebrações da Igreja-Mãe. Também em Belém, PA, as entidades mencionadas realizaram o seu evento uma semana antes das que estavam previstas no calendário da igreja fundada pelos pioneiros suecos.


Mas disso todo o mundo sabe. Como se diz por aí, é chover no molhado. O fato curioso é que no dia 15 de novembro houve, também, outra celebração do Centenário em São Paulo promovida na Arena Barueri pela AD do Brás, vinculada à CONAMAD, ou, como se diz no uso corrente, Madureira. No mesmo dia e com a mesma finalidade. À primeira vista pode aparentar competição ou  represália. Mas pelas informações que disponho não foi uma coisa nem outra. Foi, isto sim, o resultado de a CGADB não ter procurado promover, desde o início, como sugerido, o Centenário da unidade. Não faltou quem lutasse por isso. Deu no que deu.


Soube por fontes próximas que houve gestão dos representantes de Madureira em São Paulo para que houvesse uma só celebração. Não teriam sido ouvidos. Ou melhor, teriam sido esnobados. Com isso, a CGADB/CPAD fez o que sempre desejou fazer, ou seja, concluir as festividades em São Paulo, na seara do Belenzinho (por óbvio deveria ser na Igreja-Mãe), enquanto a CONAMAD realizava a própria celebração, com justiça, no mesmo dia, já que a sua participação na festa "principal" foi menosprezada. 


A nota de destaque é que o pastor Samuel Câmara, da Igreja-Mãe, cumprindo o seu papel protocolar, compareceu às duas celebrações: a da CGADB/CPAD e a da CONAMAD. Gesto no mínimo decente. Constrangedor foi o papel de nossa entidade maior, coadjuvada pela editora que hoje monopoliza o "poder" assembleiano, em conduzir de maneira tão pífia uma comemoração centenária que tinha tudo para ser apoteótica. Faltou nobreza, sobrou egoísmo.


No meu caso, pelas leituras das postagens anteriores neste blog, todos conhecem a posição que assumi, desde o início, ao lado de dezenas de outros companheiros, pela unidade no Centenário. Fizemos intensa campanha na blogosfera. Não pensem que esta semente foi plantada em vão. No devido tempo dará o seu fruto. Mas não terminarei o ano sem estar presente em pelo menos uma comemoração, embora não esteja no calendário oficial da CGADB/CPAD. Participarei da Ceia do Centenário, promovida pela AD de Madureira, Rio de Janeiro, no dia 3 de dezembro, a partir do meio-dia, no HSBC Arena, na Barra da Tijuca, onde, sem dúvida, estarão presentes os líderes das demais convenções do Estado. Sei que serei bem recebido.


É por essas e outras que nasceu e se consolida a proposta da Terceira Via na CGADB. Aliás, se você quiser conhecer um pouco mais, visite o blog, inaugurado no dia 15 de novembro: www.terceiraviacgadb.com.br

Ninguém é insubstituível


(Atos 1.20b)

Um dia, quando você se achar muito importante!
Um dia, quando seu ego estiver no apogeu!
Um dia, quando você tiver plena certeza de que
 "não há ninguém melhor que você".
Um dia, quando você achar que sua partida deixará um vazio impreenchível,siga estas instruções bem simples.
Pegue um balde  e encha-o de água até a boca.
Coloque a mão dentro, até o fundo.
Tire a mão e o buraco que ali permanecer terá o tamanho da falta que você fará neste mundo.
Talvez, você transmita alegria quando chega.
Talvez agite a água em profusão.
Mas, pare, e em pouco tempo verá que tudo ficou como então.
A intenção deste estranho exemplo é você fazer sempre o melhor possível, e sentir orgulho de si mesmo. Mas lembre-se:
Não existe nenhum homem insubstituível.
(autor desconhecido)

No texto lido em Atos dos Apóstolos, encontramos a igreja reunida e preocupada em buscar o substituto de Judas Iscariotes. A princípio liderados por Pedro e fazendo uso das escrituras, concordaram que a atitude do traidor havia sido prevista e que agora outro deveria ocupar o seu lugar, até porque, “Ninguém é insubstituível”.


I-         Pois aqui tudo é temporal (“Naqueles dias,...”)

1-     Pessoas (Atos 1.17)
Aproximadamente três anos antes, Jesus estava escolhendo doze homens que lhe seriam mais próximos e experimentaria influência, autoridade, conhecimento, etc. (Marcos 3.14,15) Agora, Jesus não está entre os seus mais. E daqueles doze que Ele escolheu, antes mesmo de seu retorno para junto do Pai, um deles já não fazia parte do grupo. (Atos 1.17)
Não adianta viver enganando-se com relação ao amanhã (que não nos pertence), alimentando expectativas duradouras apenas em nossa mente. O máximo que conseguiremos conservar para depois, são memórias, lembranças e não mais que isto, pois não permaneceremos para sempre (Josué 4.4-7; 19-22). Mais cedo ou mais tarde (na hora de Deus), deixaremos aquilo que ocupamos aqui e consequentemente seremos substituídos, conforme haja necessidade (Atos 1.20b, 26).

2-    Funções (Atos 1.17)
A função ministerial de Judas Iscariotes estava vaga, levando-se em conta seu histórico naquele serviço (João 12.6), não havia deixado saudades. (2 Crônicas 21.16-20)

Não há necessidade de morte para que possa se realizar substituições em alguma função, seja ela profissional ou eclesiástica. Basta que se compreenda que o tempo destinado para tal realização tenha se cumprido ou que venha a ser acusada alguma irregularidade ou deficiência no exercício da mesma que logicamente será efetuada (pelo menos é o que se imagina) uma troca, substituição (1 Samuel 13.13,14; 1 Reis 11.30,31).

II-       Pois aqui o contexto compromete-nos
Não há como não concordar com o Apóstolo Paulo quando diz aos cristãos de Roma “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8.28). Mas também não podemos ignorar que algumas circunstâncias promovem contra nós oportunidades para fracassarmos e com isto nos vemos forçados a renunciar nossos planos e serviços.

1-     Por sermos insuficientes (Atos 1.18a)
Todo preparo buscado pelos servos de Deus para o exercício do ministério é importante, e grandemente equivocados estão os que pensam contrários a isto. Mas também não podemos ignorar que mesmo com todo preparo conquistado, somos insuficientes de nós mesmos. Somos plenamente dependentes do Senhor das nossas vidas e isto é inegociável. Judas ao trocar amizade do Mestre (Fonte de toda suficiência) por trinta moedas de prata (valor que comprova sua insuficiência), infelizmente veio a experimentar o gosto amargo do fracasso (Mateus 26.14-16).

2-    Por sermos corruptíveis (Atos 1.18a)
Por mais cuidadoso que venhamos ser com a saúde, aparência e bem estar do nosso corpo, ele sempre conservará uma fragilidade comprometedora (Mateus 26.41). Nossa fragilidade pode ser manifesta principalmente dependendo das atividades que exercemos e diante disto não poderemos ser negligentes e consequentemente faltosos, não podemos colocar em risco todo propósito de Deus para nós (João 12.6; Mateus 26.15; 2 Reis 5.20,27).

3-    Por sermos mortais (Atos 1.18b)
O patriarca Jó foi muito próprio em uma das suas muitas declarações (Jó 14.1,2). A morte está inserida em nosso contexto, e não podemos ignorar isto, ao encerrar nosso ciclo de vida damos lugar a outro em nossas ocupações (Josué 1.1,2).

III-     Pois aqui sempre haverá outro para o lugar vago

1-     Alguém com experiência (Atos 1.21)
Enganoso é o pensamento de que não se encontrará alguém a altura para nos acompanhar ou para nos substituir. A atitude altiva ou a aparente desatenção de muitos não se confirma no Reino de Deus, Ele sempre contará com um remanescente fiel pronto a assumir responsabilidades (1 Reis 19.16,18).

2-    Alguém acrescentado por Deus (Atos 1.24)
Ainda que mediante o sorteio, os irmãos reunidos no Cenáculo não abriram mão de que Deus viesse confirmar aquela escolha para o apostolado. Mesmo com algumas interferências humanas, Deus ainda tem feito a diferença quanto à escolha de homens e mulheres para ocupação no Ministério (Atos 9.10-16).


3-    Alguém que continue o serviço (Atos 1.26)
A obra do Senhor não deve parar. Para isto os que forem inseridos no serviço devem estar certos de que muito se tem por fazer e para tanto é que foram designados.

Conclusão

“Ninguém é insubstituível”. Ainda que venhamos a admitir ou não, mas o lugar que ocupamos, o serviço que realizamos não vai permanecer pra vida toda. Tudo aqui é temporal, estamos cercados de situações a nos comprometer e outras opções (pessoas) estão à disposição, ainda que anônimas para ocupar o lugar vago.

Pr. Luciano Betim

domingo, 13 de novembro de 2011

O LUGAR DO ENCONTRO




(Êxodo 33.7-10)
  Moisés costumava montar uma tenda do lado de fora do acampamento; ele a chamava Tenda do Encontro. Quem quisesse consultar a Deus ia à tenda, fora do acampamento. Sempre que Moisés ia até lá, todo o povo se levantava e ficava de pé à entrada de suas tendas, observando-o, até que ele entrasse na tenda. Assim que Moisés entrava, a coluna de nuvem descia e ficava à entrada da tenda, enquanto o Senhor falava com Moisés. Quando o povo via a coluna de nuvem parada à entrada da tenda, todos prestavam adoração de pé, cada qual na entrada de sua própria tenda.

I-         O quê era esta tenda?

·         Tenda da reunião, consagração.
·         HEBRAICO- אהל ’ohel tenda de nômade, veio a tornar-se símbolo da vida no deserto, transitoriedade; casa, lar, habitação; a tenda sagrada de Javé (o tabernáculo)
·         GREGO- σκηνη skene tabernáculo, (feito de ramos verdes, ou peles de animais, ou outros materiais).

Existem inúmeras possibilidades de se relacionar com Deus. Muitas pessoas costumam estabelecer espaços físicos e os consagram para aí buscarem relacionamento com Deus. Pode-se pensar assim:
·         Nos templos (edifícios onde a Igreja local se reúne para cultuar a Deus)
·         Residências (às vezes um cômodo em especial)
·         Salões
·         Praças públicas
·         Monte (lugar escolhido para encontros esporádicos)
·         Etc.

Mas, será que é somente em um lugar específico como estes que podemos ou devemos buscar ao Senhor?

Ao ler as palavras de Jesus no diálogo com a Samaritana e atentar as palavras de Paulo a Timóteo, iremos pressupor que não. (João 4.21-24/1 Timóteo 2.8)

A analogia de Paulo à Igreja de Corinto nos faz entender o que esta Tenda citada em Êxodo significa ou representa para nós. (2 Coríntios 5.1; 6.16/1 Coríntios 6.19)

II-       Qual o lugar desta tenda?

·         Armada fora da congregação (longe do arraial, do acampamento de Israel).

Deus é zeloso (Deuteronômio 6.15) e estava irado com o Seu povo. Os israelitas haviam chegado ao seu limite, de maneira que Deus não desceria entre eles sem ter que os consumir. (Êxodo 33.3)

Independente desta circunstância, Moisés ainda era o líder do povo e servo do Deus de Israel. Ele necessitava manter seu relacionamento com Deus a qualquer preço (de maneira contínua - Êxodo 33.7a). Então passa a armar esta Tenda fora do arraial israelita, possibilitando assim um lugar consagrado para que Deus continue se manifestando. (Salmos 52.8)

Havia duas razões para isso: em primeiro lugar, Moisés desejou, assim, levar o povo a um maior reconhecimento de sua separação (santificação - 1 Pedro 1.14-16/2 Coríntios 6.17,18) para Deus. Em segundo lugar, uma maneira de se relacionar intimamente com o Senhor. (Salmos 25.14 “O Senhor é amigo chegado de quem O respeita e obedece. A essas pessoas Ele revela os segredos de seus planos.” – Bíblia Viva). (Keil & & Delitzsch)

A vontade de Deus a nosso respeito, é que venhamos estar procurando nos separar cada dia de tudo aquilo que nos rodeia e pode comprometer nosso relacionamento com Ele (1 Coríntios 6.12). Por isso, nossa vida deve estar localizada num lugar aonde Deus não venha ter restrições em se manifestar. (Salmos 1)

III-     Qual a finalidade desta Tenda?

·         Era um lugar onde pela misericórdia, Deus ainda falava ao povo e todo aquele que queria buscar o Senhor, ia à tenda.
·         Esta tenda era para ser um lugar de encontro com o Senhor, como o Tabernáculo que estava prestes a ser construído. (Albert Barnes)

Porque vim a este mundo, porque ainda estou vivo. Nenhuma resposta é suficiente se não concordar com o fato de que tudo pertence ao Senhor. (Romanos 11.36Todas as coisas vêm única e exclusivamente de Deus. Tudo vive por seu poder, e tudo é para sua glória. A Ele seja a glória para todo o sempre.Bíblia Viva/1 Coríntios 10.31Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.NTLH/Colossenses 3.17).

Moisés e todos quantos quisessem buscar a Deus, o faziam através daquela Tenda. Por meio de nossa Tenda (vida), busquemos ao Senhor e seremos alcançados por sua recompensa. (Provérbios 8.17/Tiago 4.8a “Cheguem perto de Deus, e ele chegará perto de vocês.NTLH)

A tenda não era de uso exclusivo de Moisés, todos poderiam fazer uso dela. Talvez alguns preferissem apenas observar Moisés pelas costas (Êxodo 33.8). Ninguém é tão pequeno ou inferior, que não possa buscar um relacionamento concreto com o Senhor. (Mateus 11.28-30)

Deus falava com Moisés naquele lugar, e a forma como Deus o fazia demonstrava intensa intimidade. Porque não experimentar experiência tal em nossas vidas, para que possamos viver de maneira a agradar a Deus e também desfrutando da vida abundante que o Senhor Jesus quer nos proporcionar? (Êxodo 33.9b/Isaías 55.3a/João 10.10)

Quando Moisés entrava no interior da Tenda, a Glória de Deus era manifesta naquele lugar, e o povo de Israel passava a adorar ao Senhor. O que estamos esperando, que tenhamos desejo em que a Glória de Deus desça em nós e aí permaneça, e que todos quantos testemunharem tal manifestação, venham adorar ao nosso Deus. (2 Reis 5.17)

Conclusão

É tempo de deixarmos toda conformação do mundo e vivermos intensamente a intimidade do Senhor em nossas vidas, para que os homens ao presenciar isto se rendam aos seus pés e o engrandeçam. 

Pr. Luciano Betim

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SERÁ QUE O AMAMOS?



Eu te Amo
Ozéias de Paula
Eu te amo mais que a abelha ama a flor
Eu te amo e como é forte o meu amor!
Eu te amo mais que tudo, mais que a vida que há em mim
Eu te amo e nada vence este amor que não tem fim
Eu te amo pois trocastes o meu fardo pela cruz
E é assim que eu te amo JESUS.
Eu te amo mais que um preso anseia ver
Toda luz da liberdade e assim viver
Eu te amo mais que o nauta ama a pátria que deixou
Mais que um pobre exilado ama o chão que o desprezou
Eu te amo mais que um cego possa desejar a luz
E é assim que eu te amo: JESUS