terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ninguém é insubstituível


(Atos 1.20b)

Um dia, quando você se achar muito importante!
Um dia, quando seu ego estiver no apogeu!
Um dia, quando você tiver plena certeza de que
 "não há ninguém melhor que você".
Um dia, quando você achar que sua partida deixará um vazio impreenchível,siga estas instruções bem simples.
Pegue um balde  e encha-o de água até a boca.
Coloque a mão dentro, até o fundo.
Tire a mão e o buraco que ali permanecer terá o tamanho da falta que você fará neste mundo.
Talvez, você transmita alegria quando chega.
Talvez agite a água em profusão.
Mas, pare, e em pouco tempo verá que tudo ficou como então.
A intenção deste estranho exemplo é você fazer sempre o melhor possível, e sentir orgulho de si mesmo. Mas lembre-se:
Não existe nenhum homem insubstituível.
(autor desconhecido)

No texto lido em Atos dos Apóstolos, encontramos a igreja reunida e preocupada em buscar o substituto de Judas Iscariotes. A princípio liderados por Pedro e fazendo uso das escrituras, concordaram que a atitude do traidor havia sido prevista e que agora outro deveria ocupar o seu lugar, até porque, “Ninguém é insubstituível”.


I-         Pois aqui tudo é temporal (“Naqueles dias,...”)

1-     Pessoas (Atos 1.17)
Aproximadamente três anos antes, Jesus estava escolhendo doze homens que lhe seriam mais próximos e experimentaria influência, autoridade, conhecimento, etc. (Marcos 3.14,15) Agora, Jesus não está entre os seus mais. E daqueles doze que Ele escolheu, antes mesmo de seu retorno para junto do Pai, um deles já não fazia parte do grupo. (Atos 1.17)
Não adianta viver enganando-se com relação ao amanhã (que não nos pertence), alimentando expectativas duradouras apenas em nossa mente. O máximo que conseguiremos conservar para depois, são memórias, lembranças e não mais que isto, pois não permaneceremos para sempre (Josué 4.4-7; 19-22). Mais cedo ou mais tarde (na hora de Deus), deixaremos aquilo que ocupamos aqui e consequentemente seremos substituídos, conforme haja necessidade (Atos 1.20b, 26).

2-    Funções (Atos 1.17)
A função ministerial de Judas Iscariotes estava vaga, levando-se em conta seu histórico naquele serviço (João 12.6), não havia deixado saudades. (2 Crônicas 21.16-20)

Não há necessidade de morte para que possa se realizar substituições em alguma função, seja ela profissional ou eclesiástica. Basta que se compreenda que o tempo destinado para tal realização tenha se cumprido ou que venha a ser acusada alguma irregularidade ou deficiência no exercício da mesma que logicamente será efetuada (pelo menos é o que se imagina) uma troca, substituição (1 Samuel 13.13,14; 1 Reis 11.30,31).

II-       Pois aqui o contexto compromete-nos
Não há como não concordar com o Apóstolo Paulo quando diz aos cristãos de Roma “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8.28). Mas também não podemos ignorar que algumas circunstâncias promovem contra nós oportunidades para fracassarmos e com isto nos vemos forçados a renunciar nossos planos e serviços.

1-     Por sermos insuficientes (Atos 1.18a)
Todo preparo buscado pelos servos de Deus para o exercício do ministério é importante, e grandemente equivocados estão os que pensam contrários a isto. Mas também não podemos ignorar que mesmo com todo preparo conquistado, somos insuficientes de nós mesmos. Somos plenamente dependentes do Senhor das nossas vidas e isto é inegociável. Judas ao trocar amizade do Mestre (Fonte de toda suficiência) por trinta moedas de prata (valor que comprova sua insuficiência), infelizmente veio a experimentar o gosto amargo do fracasso (Mateus 26.14-16).

2-    Por sermos corruptíveis (Atos 1.18a)
Por mais cuidadoso que venhamos ser com a saúde, aparência e bem estar do nosso corpo, ele sempre conservará uma fragilidade comprometedora (Mateus 26.41). Nossa fragilidade pode ser manifesta principalmente dependendo das atividades que exercemos e diante disto não poderemos ser negligentes e consequentemente faltosos, não podemos colocar em risco todo propósito de Deus para nós (João 12.6; Mateus 26.15; 2 Reis 5.20,27).

3-    Por sermos mortais (Atos 1.18b)
O patriarca Jó foi muito próprio em uma das suas muitas declarações (Jó 14.1,2). A morte está inserida em nosso contexto, e não podemos ignorar isto, ao encerrar nosso ciclo de vida damos lugar a outro em nossas ocupações (Josué 1.1,2).

III-     Pois aqui sempre haverá outro para o lugar vago

1-     Alguém com experiência (Atos 1.21)
Enganoso é o pensamento de que não se encontrará alguém a altura para nos acompanhar ou para nos substituir. A atitude altiva ou a aparente desatenção de muitos não se confirma no Reino de Deus, Ele sempre contará com um remanescente fiel pronto a assumir responsabilidades (1 Reis 19.16,18).

2-    Alguém acrescentado por Deus (Atos 1.24)
Ainda que mediante o sorteio, os irmãos reunidos no Cenáculo não abriram mão de que Deus viesse confirmar aquela escolha para o apostolado. Mesmo com algumas interferências humanas, Deus ainda tem feito a diferença quanto à escolha de homens e mulheres para ocupação no Ministério (Atos 9.10-16).


3-    Alguém que continue o serviço (Atos 1.26)
A obra do Senhor não deve parar. Para isto os que forem inseridos no serviço devem estar certos de que muito se tem por fazer e para tanto é que foram designados.

Conclusão

“Ninguém é insubstituível”. Ainda que venhamos a admitir ou não, mas o lugar que ocupamos, o serviço que realizamos não vai permanecer pra vida toda. Tudo aqui é temporal, estamos cercados de situações a nos comprometer e outras opções (pessoas) estão à disposição, ainda que anônimas para ocupar o lugar vago.

Pr. Luciano Betim

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