segunda-feira, 13 de agosto de 2012

E os Jogos Olímpicos 2012 em Londres terminaram



Por Luciano Betim

A cada quatro anos o mundo “para” devido à realização dos Jogos Olímpicos. Esta prática esportiva parece ter sido iniciada pelos anos de 776 a.C (Jogos Olímpicos antigos) e se estende até os dias de hoje. Antes da abertura há toda uma expectativa por parte dos organizadores e maior ainda por parte dos atletas qualificados e convocados a participarem dos jogos. Após o encerramento resta a alegria dos vitoriosos, a decepção dos derrotados e talvez, não sei a sensação de dever cumprido dos organizadores.
Muito investimento da cidade sede, desgastantes horas de preparação dos atletas, muita vontade por parte de todos, mas o que se pode extrair de tudo isto? Qual o verdadeiro resultado? Qual o real valor das tão cobiçadas medalhas?
Descobri que todo trabalho e toda realização surgem da competição que existe entre as pessoas. Mas isso também é absurdo, é correr atrás do vento... Percebi ainda outra coisa debaixo do sol: Os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos.” Eclesiastes 4.4, 9.11

Sem querer espiritualizar, mas devemos mais uma vez concordar com a Palavra de Deus, “Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece;...” 1 Coríntios 9.25. Este tipo de competição que para muitos é um entretenimento aguardado (inofensivo à Fé, porém irrelevante) deve nos arremeter para uma avaliação mais concreta e sincera acerca daquilo que está diante de nós, não os jogos em si, mas a nossa busca pela meta, pelo alvo, pela coroa incorruptível.

Os Jogos Olímpicos também apresentam seus heróis, homens e mulheres que por superarem seus limites acabam alcançando reconhecimento nacional e internacional, alguns desses heróis servem apenas para aumentar a audiência dos programas de TV quando retornam aos seus países de origem, por fim acabam sendo esquecidos. Inteligentes aqueles que conseguem usufruir por um pouco desta fama efêmera. Outros conseguem permanecer mais tempo sob os holofotes e alguns acabam mistificados.

Como disse Charles Swindoll em seu livro “Jó um homem de tolerância heróica”:

“... as fileiras de heróis ficaram notavelmente reduzidas... Não obstante, continuo convencido de que precisamos de heróis... Nossos heróis não precisam ser perfeitos... Necessitamos de heróis íntegros e sólidos, homens e mulheres que possamos admirar, não por exemplificarem uma explosão rápida de bravura, mas por representarem a essência da grandeza e permanecerem nela até o fim.”

Não desprezando o valor que cada pessoa possui, mas os verdadeiros heróis não são aqueles promovidos pelos resultados dos Jogos Olímpicos, mas encontramos dentre alguns que poderíamos citar o Apóstolo Paulo. Um homem de caráter e realizações que pode ter sua vida resumida através da referência de 2 Timóteo 4.7 “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.

Em suma, estes Jogos realizados em Londres se encerraram, mas já temos data e lugar marcado para a realização dos próximos. Novos e extravagantes investimentos, velhos e possíveis novos heróis, alegria e tristeza numa mistura capaz de atrair multidões. Mas o mais importante é que a nossa “carreira” continua, cercada de uma “tão grande nuvem de testemunhas”, tão desafiadora quanto uma final olímpica, mas tão compensadora quanto uma medalha de ouro. Devemos estar preparados, e nos empenharmos por alcançarmos a tão sonhada coroação, que “o justo Juiz” nos proporcionará naquele dia, se em 2016, antes, ou depois, não sei, mas estaremos lá para glória não dos homens, mas de Deus.


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