sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O QUE FAZER?



Por Luciano Betim

Faça todo o possível para conseguir a completa aprovação de Deus, como um trabalhador que não se envergonha do seu trabalho, mas ensina corretamente a verdade do evangelho.” 2 Timóteo 2.15 (NTLH)

Em tempos que a busca pela otimização de tudo o que se realiza tornou-se como que obsessão é digno de reflexão o fato de que no arraial cristão certo comodismo tem arrebatado aqueles que deveriam ser os maiores interessados na busca pelo crescimento e amadurecimento pessoal e coletivo da comunidade cristã.

Enquanto que em agências, empresas, indústrias, etc. as exigências para ocupantes em potencial de cargos e funções tem sido extremamente observadas e valorizadas, encontramos certo descaso quanto à liderança da Igreja local. Com exceção da observância rigorosa quanto à assiduidade dos dízimos, praticamente nada se observa em relação a questão vocacional, atributos hora indispensáveis e o zelo demonstrado quanto a qualificação por meio da freqüência nas Escola Bíblica Dominical, trabalhos de Ensino da Palavra de Deus e afins.

O que se observa é que enquanto se multiplicam o número de indicados e escolhidos, é gritante a constatação da qualidade negligenciada com relação aos mesmos. Onde isto vai culminar?  O argumento usado ano após ano para justificar as indicações e escolhas já retrata isto, dizem alguns: “é questão de necessidade”... Uma necessidade ao que tudo indica nunca será suprida, pois a quantidade nem sempre é a solução.

O que se tem feito para mudar este cenário? Penso que muito pouco, pois a prioridade não é a qualidade, mas a posição, tanto para uns quanto para outros. E quando falo de qualidade, não me refiro apenas da questão intelectual ou teórica, mas principalmente relacional e prática.

Vamos observar nossos Cultos, com algumas exceções se não houver um estímulo estelar nos púlpitos a freqüência é lamentável. Nossas classes de EBD, Cultos de Ensino da Palavra de Deus,  reuniões de oração, Cursos Teológicos, etc. quanto ao estímulo, realização e participação são preocupantes. Quais as justificativas para tal? Sem convencimento nenhum, sempre as mesmas: “não vou por causa do professor, não tenho condições financeira para, não é minha área, preciso descansar neste dia...”, e por aí vai, vai de mal a pior!

Necessitamos de um despertamento urgente, a começar pelas lideranças a que venha alcançar também os liderados. Enquanto temos tempo e o Nosso Senhor Jesus não retorna, ainda que já esteja abreviado, “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém.” 2 Pedro 3.18

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